Consumidores portugueses são os mais alternativos entre os europeus

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A propósito do Dia Mundial da Poupança, que se assinala amanhã, o Observador Cetelem apresenta conclusões de um estudo no qual o consumidor atual surge num modo alternativo: com novas restrições financeiras, mais racional na hora de comprar, maiores preocupações pelo meio ambiente e sem dispensar a consulta de informação na Internet. Tendência cuja expressão é mais acentuada em Portugal, país que tem os consumidores com maiores intenções de trocas de serviços ou produtos (75% comparativamente com uma média europeia de 55%) e utilização de sites de compras em grupo (81% comparativamente com uma média europeia de 61%).

A crise económica é apontada pelo Observador Cetelem como o fator que ajudou a criar este consumidor mais consciente e responsável. Fator que leva 66% dos portugueses a colocar dinheiro de parte para proteção no futuro, em vez de consumir, e 95% a limitar as despesas ao essencial nos próximos anos (média europeia: 67% e 87%, respetivamente). Nesta análise, os portugueses estão ainda entre os europeus com maiores tendências de compra de produtos menos caros (como produtos de marca branca ou de distribuidores): 97% contra uma média europeia de 85%. “A crise incita as famílias a aproveitarem as oportunidades económicas para continuar a consumir melhor, mas com menos”, expõe o estudo.

Por outro lado, a Internet é considerada a ferramenta que tem proporcionado as grandes alterações nos padrões de comportamento do consumidor europeu. É um meio mais utilizado para otimizar as despesas e exigir mais, melhor e preços competitivos aos distribuidores. A análise do Observador Cetelem indica que 88% dos portugueses utilizam comparadores de preços na Internet (média europeia: 78%) e 41% espera recorrer com maior frequência às redes sociais no futuro para fazer compras (média europeia de 29%). Para um quarto dos europeus, as opiniões de estranhos na Internet sobre um determinado produto tendem a ter uma importância cada vez maior, em detrimento das opiniões das pessoas próximas que, para quatro em cada 10, deixariam de ter importância.

«A Internet aproximou os consumidores das marcas, o que as obriga a ter um comportamento mais responsável e contato direto com os seus clientes. Neste sentido, mesmo com o aliviar da crise, a revolução tecnológica já alterou definitivamente o ato de consumo tradicional e a imagem do consumidor vinculado, desinformado e condicionado deixará de existir no futuro», afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

O consumo torna-se também cada vez mais responsável ou sustentável, refletindo as preocupações pelo meio ambiente da sociedade atual. Os portugueses estão despertos para esta realidade e encontram-se entre os europeus que mais procuram reciclar: 88% já o fazem atualmente e 87% espera fazê-lo frequentemente no futuro (média europeia: 63% e 73%, respetivamente).


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