Compras de eletrodomésticos e de eletrónica de consumo caem mais de 10%

9064
0
Share:

O Observador Cetelem 2011 já havia demonstrado que as intenções de compra de eletrodomésticos e de eletrónica de consumo (televisores, hi-fi, vídeo, etc.) estavam a descer entre os consumidores portugueses. As análises de 2012 vêm confirmar essa tendência, no mercado dos eletrodomésticos verificou-se uma descida de 10,1% e da linha castanha ou eletrónica de consumo 11,8%.

Também o orçamento médio por família e por famílias com rendimentos equivalentes diminuiu em ambos os mercados. No caso especifico da compra de eletrodomésticos, o budget das famílias portuguesas disponível para compras passou de 201 euros/ano para 174 euros/ano. Já o orçamento para compra de produtos da linha castanha passou de 278 euros/ano para 238 euros/ano.

Apesar deste decréscimo, Portugal continua a liderar o ranking das famílias com rendimentos equivalentes que mais investem em eletrónica de consumo. No ano transato, ocupavam também o primeiro lugar no pódio das compras de eletrodomésticos e este ano passaram para o segundo lugar com França a liderar.

Relativamente às intenções de compra em 2012, o mercado de eletrodomésticos desceu de 37% para 32% e o mercado da linha castanha de 25% para 22%.

Ainda que sejam ‘campeões’ no consumo de eletrónica e eletrodomésticos há alguns anos, o Observador Cetelem demonstra que em 2012, os portugueses irão poupar mais e consumir menos, o que revela uma maior prudência e cautela das famílias em geral.

Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridas amostras representativas das populações nacionais (18 anos e superior) de doze países: Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia – mais de 6.500 Europeus inquiridos a partir de amostras com pelo menos 500 indivíduos por país. Os inquéritos foram realizados em parceria com o gabinete de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido no terreno em Novembro/Dezembro de 2011, pela TNS Sofres.


Share:
Patricia Fonseca

Deixe o seu comentário