Como as empresas tiram partido do capital de informação

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A Information Builders revelou novos detalhes sobre um relatório recente, desenvolvido em colaboração com a IDG Research Services, que analisa como as empresas de todo o mundo tiram proveito do seu capital de informação. Entre outras questões, aos 400 profissionais foi-lhes perguntados sobre quais as ferramentas e tecnologias que irão dominar o seu investimento ao longo do próximo ano e meio para apoiar as suas estrategias de gestão da informação, em geral, e das suas iniciativas de business intelligence e analítica, em particular. As prioridades são ferramentas/soluções de Big Data (33%), aplicações móveis (33%), visualização de dados (28%), para análise em cloud (28%) e dashboards interativos (26%).

A partir da análise do relatório tira-se uma conclusão importante: as organizações estão a investir numa ampla variedade de ferramentas e tecnologias que apoiem as suas políticas de gestão de dados. Na verdade, as soluções que estão a ter maior recetividade são aquelas que estão relacionadas com a produtividade pessoal, como o Excel (55%), dashboards (48%), soluções de função específica (44%), ferramentas de mineração de dados/estatísticas (42%), aplicações de personalização ad hoc (39%) e aplicações de personalização (37%).

Mas, as estratégias que estão a empreender as organizações estão em sintonia com as necessidades reais dos seus funcionários, ou seja, dos utilizadores que empregam essas ferramentas? À pergunta por que é que duas abordagens ofereciam uma melhor experiência de utilizador e uma adoção maior sem necessidade de altas doses de formação, estas são as principais conclusões: 55% selecionaram a opção de “poderosas ferramentas de analítica para os utilizadores que têm de gerar análises ad hoc”, enquanto 45% optaram por uma “experiência ‘app store’, através de uma seleção de aplicações de informação que permita responder a questões de negócio através de um simples clique”. Esta realidade sugere que muitas empresas ainda pensam na gestão da informação apenas a partir da perspectiva dos seus funcionários com cargos médios e altos e não entendem a importância de alargar a inteligência de negócio a todos os seus funcionários, assim como a parceiros, fornecedores e clientes.

A informação, nas mãos apenas de alguns

Como reflete o estudo da Information Builders, a informação é geralmente encontrada nas mãos dos cargos altos e intermédios das empresas, facto que, no momento, é improvável que seja alterado. Mesmo que existam algumas diferenças representativas entre países no momento de analisar como as suas empresas distribuem os seus dados, onde se encontra o foco atualmente e em que áreas se deve investir mais na altura de maximizar o retorno do capital de informação. Ainda que logicamente as organizações de cada país apresentem pontos fortes e fracos, nenhuma está a empregar o capital de informação no seu potencial máximo.

Estas são as principais conclusões que se extraem do relatório no que concerne ao mercado espanhol:

  • 72% dos entrevistados espanhóis indicaram a produtividade e o desempenho dos funcionários como os principais motivadores no momento de partilhar de forma ideal a informação.
  • Cerca de 50% considera que as políticas internas e a cultura organizacional atual das empresas inibem uma adequada e mais extensa distribuição da informação.
  • As empresas espanholas falham na hora de considerar as necessidades de acesso à informação que possuem todos os grupos que rodeiam a sua atividade.

“O capital de informação é um ativo crítico para as empresas de qualquer setor, mas ao não distribuir corretamente a informação empresarial a todos os intervenientes do seu ambiente deduz-lhe valor e reduz a consecução de oportunidades de negócio relacionadas”, afirma Gerald Cohen, presidente e CEO da Information Builders. “As conclusões que obtivemos neste relatório indiciam que existe uma grande lacuna entre a teoria –reconhecer o valor da informação- e prática –tomar este assunto em mãos para tirar proveito de todo o seu potencial-. Neste sentido, existe uma enorme oportunidade de negócio para todas as empresas que desejam repensar a sua estratégia de gestão da informação e pretendam melhorar a forma como ela é partilhada com todos os seus funcionários, assim como com os seus clientes, parceiros e fornecedores”.


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