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Leak Business

Cinco tendências de Business Intelligence para 2015

Bruno Fonseca

Publicado a

Depois de todos termos tomado as resoluções de Ano Novo para 2015, a Qlik aproveitou para revelar o que nos reserva este ano no que se refere a Business Intelligence.

“Hoje, vivemos num mundo onde a forma como as pessoas interagem com os dados se altera rapidamente, e quase sempre para melhor. As pessoas expressam-se cada vez mais através do trabalho a que se dedicam. A noção de que existe um pequeno grupo que é responsável por todas as decisões numa organização já não é real. A tomada de decisão está distribuída pela empresa e estas “micro decisões” são importantes para o sucesso geral do negócio. Os potenciais benefícios para estas organizações são enormes se dotarmos mais gente de ferramentas de data discovery em regime de self-service para explorarem a informação e desenvolverem trabalho colaborativo”, indica Donald Farmer, Vice-presidente de Inovação e Design da Qlik.

Top 5 de tendências de Business Intelligence para 2015 segundo a Qlik

1. A maioria das empresas vai falar do Big Data, mas não vai colocá-lo em prática.

Existem oportunidades reais para que os negócios possam tirar proveito do Big Data. No entanto, na sua maioria, os departamentos de TI ainda não têm as competências ou o tempo para implementarem novas infraestruturas, já que têm que manter o elevado fluxo de trabalho. Grande parte dos líderes das empresas tem um parco conhecimento do que o Big Data consegue fazer pelas suas empresas. O que conhecem roda geralmente em torno do “aproveitamento do social media” como o principal objetivo. As organizações podem tirar partido das ferramentas de análise já existentes, ou dos conectores de social media. A integração do social media em analítica já existente é relativamente simples e pode revelar-se muito valiosa.

Não quer isto dizer que o Big Data não está na agenda. É necessário adquirir as competências e, se possível, a experiência. No entanto, as organizações não deverão “reformar” as suas tradicionais bases de dados relacionais ainda.

2. As visualizações vão persuadir – mais do que informar.

Se o Big Data foi a buzzword de 2014, a visualização não ficou muito atrás. O problema é que muitas visualizações podem impedir a tomada de boas decisões. A razão tem a ver com o fato de serem em si muitas vezes tecnicamente desadequadas. Muitas das visualizações reduzem a informação mostrada de forma a “clarificar” algumas conclusões já encontradas. No entanto, isso pode efetivamente reduzir a conversação e a argumentação, diminuindo a nossa capacidade de chegarmos a uma verdade mais exata e útil à empresa.

A solução passa por evitar ferramentas que dispõem apenas de gráficos para apresentações ou para partilha. Devermos recorrer a ferramentas que sejam realmente interativas e exploratórias. Ninguém deve ser um “utilizador final”, ou seja, qualquer pessoa na empresa deve ser responsável por perspetivas diferente e abordagens importantes.

3. Vamos continuar à procura do telefone ou tablet perfeito.

No fim de 2015, os developers e os administradores que pensavam ter resolvido os seus problemas através da implementação de uma só plataforma deverão quase de certeza ter de enfrentar novamente os mesmos problemas. A solução? Facultar aos utilizadores uma experiência adaptável. Quem sabe se os utilizadores vão estar a usar um iPad ou Android daqui a 12 meses? Em 2015, nas escolas dos EUA, e pela primeira vez, os Chromebooks Google vão ultrapassar os iPads da Apple. Com uma plataforma realmente adaptável, conseguimos desenvolver apenas uma vez e implementar para qualquer equipamento.

4. Vamos fazer muito trabalho na empresa, mesmo que os nossos dados estejam na cloud.

Existem hoje variados tipos de infraestruturas e milhares de aplicações na cloud. É grande a probabilidade de estarmos já a criar alguma coisa numa destas maiores apps operacionais. Podemos mesmo estar a guardar dados na cloud sem termos grande noção desse acto. Mas temos ainda imensa informação dentro do perímetro da empresa, pelo que é necessário integrar esses dados com a informação de não uma, mas várias aplicações cloud. No entanto, em 2015 vamos continuar a guardar os dados na empresa para levar a cabo operações tradicionais: a limpeza, a modelação, a transformação ou a integração de dados. O back office vai continuar a ser o back office que conhecemos durante os próximos tempos.

5. Os gestores vão continuar a não ter o conhecimento básico necessário para as suas operações diárias.

É fácil deixarmo-nos entusiasmar com as mais recentes tecnologias. O Big Data, a Internet das Coisas, as análises preditivas – todos os temas são promissores. No entanto, olhe atentamente para a sua empresa, ou para o negócio dos seus clientes, para os sistemas dos seus fornecedores e parceiros. É grande a probabilidade de encontrar gestores que queiram informação com mais qualidade, mais precisa e em tempo útil sobre os elementos básicos do seu trabalho diário. É tentador almejar um profundo conhecimento que transforme os nossos negócios (e reputação). No entanto, continua a ser verdade que a análise de dados ou o suporte à decisão melhoram o negócio em grande parte ao melhorarem cada transação e cada decisão, um pouco de cada vez.

Nas palavras de Donald Farmer o objetivo é ainda “processar as encomendas com menos erros. Melhorar a eficiência dos processos de produção um passo de cada vez. Direcionar melhor os seus esforços de marketing. E acima de tudo, dotar os gestores do conhecimento para identificarem, planearem e controlarem estas pequenas alterações quotidianas. No fim de 2015, vai olhar para trás com satisfação”.

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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