Cartões de Débito continuam a ser o meio de pagamento mais utilizado

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Os cartões de débito continuam a ganhar quota de mercado em relação aos cartões de crédito e a utilização de pagamentos electrónicos e móveis revelam um crescimento exponencial, sendo que a inovação da indústria, principalmente bancária, irá concentrar-se na investigação e desenvolvimento de métodos alternativos de pagamento dentro destas categorias. Estas são algumas das principais conclusões do relatório World Payments Report 2012 (WPR), da Capgemini, RBS e Efma.

Em 2011, de acordo com a investigação, realizaram-se cerca de 283 mil milhões de transacções de pagamentos electrónicos e móveis em todo o mundo, sendo que, em 2010, mais de um terço dos pagamentos sem dinheiro foram efectuados usando um cartão de débito. Em 2010, as transacções sem o recurso a dinheiro aumentaram 7,1% e, no início de 2011, os indicadores apontavam para um crescimento adicional de 8,2%. O estudo conclui ainda que, apenas, 2,1% de todos os utilizadores de telemóveis fazem m-payments, o que se traduz num enorme potencial de crescimento nesta área, já que os pagamentos móveis, previstos até 2013, ultrapassam os 17 mil milhões e mais de 31 mil,4, no caso de e-payments.

O WPR revela, também, como o relacionamento entre a regulamentação e a inovação pode desafiar a capacidade dos bancos de encetarem inovações centradas nos clientes. Em parte devido à crise da zona Euro, os bancos europeus estão a cumprir mais rapidamente que o esperado os objectivos do Basileia III, mas, como consequência, têm menor capacidade de se focar em inovação. O relatório conclui que a regulamentação pode ter consequências benéficas directas ou indirectas na inovação dos pagamentos, mas não para todos os casos.

A regulamentação não deve ser criada em isolamento regional. O seu objectivo central necessita ser a dinamização da inovação e a captura debenefícios para os clientes, numa óptica de alargamento dos limites da indústria,” considera Jean Lassignardie, Director de Vendas e Marketing da Capgemini Global Financial Services.

Relativamente ao drive para a inovação, mais de dois terços dos inquiridos no estudo referiram a retenção e a aquisição clientes como as duas áreas mais críticas. Contudo, no serviço ao cliente, os bancos enfrentam desafios mais difíceis que os players não bancários que, em alguns casos, têm conseguido focar-se na actividade centrada no cliente sem as mesmas pressões regulatórias.


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Patricia Fonseca

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