Capgemini cresceu 5,9% em 2012

11000
0
Share:

O conselho de administração da Capgemini, presidido por Paul Hermelin, reuniu-se no passado dia 20 em Paris para analisar e autorizar a publicação dos resultados1 do Grupo Capgemini referente ao ano civil que terminou a 31 de dezembro de 2012.

Apesar do abrandamento dos mercados, 2012 foi o ano em que o Grupo ultrapassou o marco dos €10 mil milhões em receitas (€10,264 milhões). As receitas aumentaram 5.9% em 2011, de acordo com os dados públicos (na estrutura actual do Grupo e taxas de câmbio). Numa base equivalente (estrutura do Grupo e taxas de câmbio constantes) a receita aumentou 1.2%. A diferença entre as duas taxas deve-se principalmente à valorização do dólar nos Estados Unidos e da libra em relação ao euro e da integração da Prosodie, adquirida em Julho de 2011.

Paul Hermelin, presidente e CEO do Grupo Capgemini, refere: “Apesar da desaceleração económica verificada em 2012 na zona euro, o Grupo tem tido um desempenho sólido – em linha com os seus compromissos – e prova, uma vez mais, a capacidade de se manter firme contra flutuações económicas. Fortalecemos o nosso foco global – como demonstrado pelo nosso sucesso na América do Norte, líder mundial do mercado de TI’s e Serviços – os nossos recursos offshore cresceram e enriquecemos o nosso portefólio de serviços. Em 2013, mais do que nunca, vamos procurar posicionar a Capgemini como líder mundial ao lado dos grandes players do mercado, capaz de satisfazer os requisitos dos clientes em termos de competitividade e inovação.”

As reservas efectuadas durante o ano totalizaram €10,084 milhões, registando-se quase no mesmo nível que em 2011 (€10,122 milhões). O rácio de faturação é de 1,07 para o ano e 1,16 para o quarto trimestre, referente aos serviços de Tecnologia, Serviços Profissionais Locais (Sogeti) e em Consultoria, em conjunto, confirmando o dinamismo destas actividades.

A margem operacional é de €787 milhões, ou 7.7€ da receita consolidada em 2012, representando um aumento de 0.3 pontos face a 2011, em linha com os objectivos do Grupo. O Grupo continua a melhorar a sua rentabilidade, atingindo 9% no segundo semestre de 2012. Antes da amortização de activos intangíveis adquiridos através de concentrações de actividades empresariais, a margem operacional é de 8% em 2012. Apesar de um aumento significativo dos custos de reestruturação (€168 milhões em 2012, em comparação com os €81 milhões em 2011), o lucro operacional é de €601 milhões.

Taxa de margem operacional de 7.7%, aumento de 0.3 pontos Lucros do ano atribuídos aos accionistas de €370 milhões Resultados líquidos equivalentes a €872 milhões:
Procedimentos de auditoria sobre as demonstrações financeiras consolidadas foram concluídos.

O lucro do exercício atribuível aos accionistas é de €370 milhões depois de uma despesa de imposto de renda que aumentou 40% (€140 milhões vs. €101 milhões em 2011).

Os resultados líquidos equivalente são de €872 milhões a 31 de Dezembro de 2012, um aumento de €418 milhões no ano. Impulsionado pelo excelente desempenho da segunda metade, o fluxo de caixa orgânico é de €496 milhões, comparado com os €164 milhões de 2011 (incluindo pagamentos antecipados de alguns grandes clientes anglo-saxões na ordem dos €100 milhões).

O Conselho de Administração decidiu recomendar o dia 23 de Maio de 2013 para o pagamento do dividendo de €1 por acção2 na próxima Assembleia Geral de accionistas, inalterado em relação ao ano passado. Representa uma distribuição de 44% do lucro líquido do exercício atribuível aos accionistas, acima do valor padrão (um terço) distribuído pelo Grupo durante muitos anos.

O Conselho de Administração decidiu igualmente cancelar 1.937.647 de acções próprias, adquiridas entre Dezembro de 2012 e Fevereiro de 2013, num montante total de 66 milhões de euros, representando 1.2% do capital social.

Perspectivas para 2013

Tendo em conta a redução de receitas do contrato com a Aspire (com HMRC), e o foco do Grupo na remoção de negócios diluídos, o Grupo Capgemini possui como alvo, um crescimento orgânico da receita de 2013 em linha com 2012. O Grupo espera uma uma margem operacional de mais de 8.3% antes da amortização de activos intangíveis, adquiridos por meio de concentrações de actividades empresariais. O fluxo acumulado orgânico de caixa previsto para o período 2012-2013 encontra-se entre os €750 e 800 milhões.

Operações por região:

França – que mantém o primeiro lugar entre as regiões do Grupo com maior número de receitas,registou um aumento de 2,0% em 2011, tendo em conta a aquisição da Prosodie. Numa base comparável, a receita caiu 2,1% com os serviços de tecnologia e outsourcing a permanecerem estáveis. A margem operacional para a região é de 7,8%, em linha com a média do Grupo.

A região da América do Norte reportou um crescimento da receita extaórdinária de 16,4%. Um crescimento interno de 7,0%, impulsionado pela vitalidade dos serviços de tecnologia, Sogeti e consultoria. Com uma margem operacional de 8,8%, a América do Norte permanece, como em 2011, uma das regiões mais rentáveis do Grupo;

As regiões do Reino Unido e da Irlanda registaram um rescimento da receita na ordem dos 8,1%. Numa base comparável, o crescimento é limitado a 0,9%, compensando a desaceleração nos serviços de outsourcing pelo dinamismo dos serviços de tecnologia devido à esperada redução dos custos no sector público. Com um valor de 7,7%, a taxa de margem operacional subiu 0,6 pontos em 2011;

2 Sujeito à aprovação dos accionistas em Assembleia Geral, a ser realizada a 23 de Maio de 2013, em conformidade com os regulamentos da NYSE Euronext, a data do ex-dividendo será segunda-feira, 3 de Junho e a data do pagamento quinta-feira, 6 de Junho.

A região Benelux registou um declínio de 11,7% na receita de 2012 com uma estabilização sequencial no quarto trimestre. A margem operacional é de 7,2% (ligeiramente abaixo por 0,2 pontos em 2011). As medidas adoptadas em Setembro permitiram um retorno de uma margem operacional de 10% na segunda metade de 2012 (num nível idêntico ao do segundo semestre de 2009);

Nas restantes regiões mundiais, a receita aumentou, em média, 8,8% (numa base comparável, + 6,3%), com os países nórdicos e a região da Ásia-pacífico a registar o maior crescimento. A margem operacional destas regiões é de 9,3%, uma subida de 1,4 pontos face a 2011.

Operações por negócio:

Serviços de Tecnologia – O negócio líder do Grupo em termos de receitas (mais de 40%) – registou um crescimento de 3.5%, com uma melhoria constante da taxa de utilização dos recursos e um ligeiro aumento nos preços permitindo um aumento da taxa da margem operacional em mais de um ponto, para 7.9%;

Serviços de Outsourcing – contribui com 40% para a receita do Grupo. Apresentou um crescimento da receita de 0.5% e uma taxa da margem operacional de 7.6%, em linha com os resultados de 2011;Sogeti – 15% das receitas do Grupo. Registou um declínio de 1,3% nas receitas e uma ligeira queda na taxa de margem operacional (10,4% em 2012, em comparação com os 10,9% de 2011);

Serviços de Consultoria – (5% das receitas do Grupo). Reportou um declínio de 3,6% nas receitas. Apesar da ligeira queda na taxa de margem operacional em 2012, os serviços de consultoria continuam a ser a área de negócio mais rentável do Grupo (11.2%).

Número de colaboradores:

A 31 de Dezembro de 2012, o número de colaboradores do Grupo era de 125 110, comparado com os 119 707 colaboradores no final do ano anterior. Foi alcançada a marca dos 50 mil colaboradores em centros offshore (50 425 colaboradores, incluindo os 41 019 na Índia), o que representa 40% do efectivo total do Grupo em comparação com os 37% no final de 2011.

O Grupo recrutou mais de 31 mil novos colaboradores em 2012.


Share:
Patricia Fonseca

Deixe o seu comentário