Bens de informação tecnológica 38% mais expostos do que bens tangíveis

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Estudo da Aon em parceria com o Instituto Ponemon demonstra a exposição financeira dos bens intangíveis, tais como dados de clientes e de funcionários, relatórios financeiros, propriedades intelectuais, dados analíticos, em comparação com os bens tangíveis das empresas em toda a zona da Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

A pesquisa foi feita em Março deste ano, com um inquérito a 545 profissionais de 500 empresas em toda a EMEA e 15 países.

Pedro Penalva, CEO da AON, afirma que “Este estudo é único devido a se focar no impacto financeiro dos incidentes cibernéticos e dos bens intangíveis, comparativamente aos bens tangíveis. Num ambiente em que as empresas estão totalmente dominadas pela tecnologia, ao nível da informação, dos dispositivos e da sua inter-conectividade, este facto representa uma exposição cada vez mais crescente dos negócios aos riscos cibernéticos.”

De todos os inquiridos na análise, 38% experienciaram perdas significativas devido a falhas na informação ou segurança exposta nos últimos 24 meses. A estimativa do impacto financeiro destes incidentes foi de 1.1 milhões de euros, sendo os mais comuns os ciber-ataques que desregulam o negócio e as operações de informática. 46% dos entrevistados esperam que a exposição aos riscos cibernéticos aumente nos próximos 2 anos.

A Cyber Risks Specialist da AON, Andreia Teixeira, destaca: “Pretendeu-se com esta análise compreender como as nossas organizações, numa perspetiva comparada, qualificam e quantificam o risco financeiro dos seus ativos tangíveis e intangíveis num cenário de falha de segurança de redes e de sistemas ou de violação de dados. As conclusões retiradas permitem constatar que a crescente valoração de ativos intangíveis é diretamente proporcional à dependência tecnológica e informática das empresas. Apesar da importância do tema, e da consciencialização que tem vindo a merecer por parte dos gestores, não deixa de se verificar, ainda assim, uma forte lacuna ao nível dos sistemas de proteção e de segurança e a dificuldade acrescida de apreender, na sua totalidade, o impacto financeiro da perda destes bens intangíveis no seio das organizações”.

O estudo revela que o valor percebido entre os gestores dos bens tangíveis e intangíveis é bastante semelhante, com apenas 3% de diferença. Em média, o valor dos bens tangíveis relatados é de 872 milhões de euros, quando comparado com 845 milhões de euros de bens intangíveis.

Quando questionados sobre o valor que atribuíam à perda ou destruição dos bens intangíveis, a estimativa de valor entre bens tangíveis e bens intangíveis foi similar, 638 milhões para os bens intangíveis e 615 milhões para os bens tangíveis. Em relação à experiência da perda é de 4,7% para os bens intangíveis e 1.5% para os bens tangíveis.


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Patricia Fonseca

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