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Atos garante identidade digital em projeto europeu de 9 milhões de euros

A Atos é um dos impulsionadores do LIGHTest, um projeto cofinanciado por fundos europeus que tem como objetivo desenhar uma infraestrutura global fiável para suportar as transações eletrónicas e onde seja possível distinguir uma identidade real de uma fraudulenta, assegurando que as pessoas que intervêm nas transações eletrónicas são realmente quem dizem ser.

O LIGHTest arrancou no passado mês de setembro e tem uma duração prevista de três anos e um custo aproximado de 9 milhões de euros. Este projeto, cofinanciado pelo programa da União Europeia Horizonte 2020, é coordenado pelo Fraunhofer-Gesellschaft, um instituto alemão de referência na área da investigação tecnológica, conta com 14 parceiros de oito países europeus. O âmbito do LIGHTest vai no entanto para lá das fronteiras europeias e pretende afirmar-se como uma base para construir uma comunidade mundial, baseada em standards internacionais de software open source.

A Atos participa neste projeto, onde tem a responsabilidade de desenhar os serviços de tradução da informação relevante para a criação dos níveis de segurança e fiabilidade necessários, facilitando deste modo a interoperabilidade global das transações eletrónicas. A Atos tem também a seu cargo a missão de desenvolver a estratégia que permitirá comercializar os resultados deste projeto.

Garantir a identidade digital

A transformação digital tem vindo a multiplicar exponencialmente o número de transações que se realizam nos ambientes virtuais, o que exige a criação de ambientes seguros, onde seja possível identificar quem realiza as transações e evitar fraudes. “Este requisito – explica Pedro Soria-Rodríguez, Financial Services Market Manager, Research & Innovation da Atos – é essencial para alargar as transações eletrónicas a um amplo leque de aplicações desde a verificação das assinaturas digitais na contratação eletrónica, à e-Justiça, à e-Saúde, passando pela segurança pública e até à verificação do nível de fiabilidade dos sensores e dos dispositivos da Internet das Coisas.”

Até há bem pouco tempo as transações eram realizadas pessoalmente e os casos de falsa identidade, bem como as fraudes, eram pouco frequentes. Quer consideremos o mercado único digital europeu ou o mercado global, o volume das transações eletrónicas é cada vez mais significativo e faz parte do quotidiano de todos, pelo que é imprescindível verificar a idoneidade das pessoas nelas envolvidas. Em primeiro lugar é necessário recorrer às entidades certificadoras para certificar as identidades digitais seguras. Por exemplo, a Comissão Europeia e os Estados Membros da União Europeia utilizam a assinatura digital qualificada que tem força probatória. Mas como podem ser consultadas estas entidades certificadoras de forma segura?

Com a atual ausência de standards, publicar e solicitar informação para aferir o nível de fiabilidade dos vários serviços online envolve um processo de verificação complexo, obrigando os responsáveis a utilizarem um elevado número de formatos e de protocolos. O projeto LIGHTest vem responder a estas necessidades, construindo uma infraestrutura global onde as entidades competentes poderão publicar informação relevante para determinar o nível de fiabilidade dos processos. Configurar uma infraestrutura global é um objetivo ambicioso, ainda que a infraestrutura, a organização, a governação e as normas de segurança do Sistema de Nomes de Domínio da Internet (DNS) já existentes ofereçam uma base sólida que torna isto possível. A Comissão Europeia e os Estados Membros poderão utilizar esta infraestrutura para publicar listas de serviços certificados que sejam de confiança e que por seu turno, os registos comerciais e as entidades certificadoras poderão utilizar no âmbito da saúde, da justiça e do cumprimento da lei.

Já no setor privado, estes serviços poderão ser utilizados pela banca, pelo comércio internacional, nas entregas postais e na avaliação e análise do risco de crédito. As empresas, os governos e os cidadãos poderão utilizar o LIGHTest, desenhado a partir de software open source, para consultar facilmente a informação relevante para o estabelecimento da fiabilidade dos documentos assinados eletronicamente ou das transações eletrónicas complexas.


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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