As cinco principais previsões de TI para 2013

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A CA Technologies revelou as suas cinco principais previsões de TI para 2013, de onde se destaca o aparecimento dos administradores de Big Data, a adopção da cloud pública por parte das empresas, o aumento da exploração de tecnologias sensoriais, entre muitas outras novidades. Conheça-as agora em pormenor.

1.   Big Data em crescimento: Em 2013, aparecerão os Administradores de Big Data, que irão desempenhar um papel fundamental na utilização de novas tecnologias e poder de processamento para uma análise dos dados e a sua aplicação empresarial. Em 2013, os projetos de Big Data vão começar a apresentar um ROI capaz de ser demonstrado. Tal como acontece com a cloud, as definições vão amadurecer e vão permitir oferecer uma melhor capacidade de enfoque na entrega de valor ao negócio. Esta infraestrutura, que se integra com dados oriundos de fontes de média sociais e de dados abertos, vai aumentar drasticamente a procura em gestão e segurança. O risco de decisão em Big Data é muito menor e a informação oferecida por Big Data vão permitir aumentar a liderança das TI em matéria de inovação.

2.   As empresas adotam a cloud pública: As empresas vão adotar serviços de cloud pública, um facto estimulado pela expansão da oferta dos service providers, como as empresas de telecomunicações, que já ganharam a confiança das organizações. Por outro lado, o burburinho gerado em torno da “cloud” será cada vez menor à medida que as pessoas forem percebendo que se trata apenas de uma forma de fazer negócios. As indústrias verticais, como é o caso da área da saúde, vão liderar esta tendência, considerando o seu impacte na segurança, no valor dos serviços cloud especializados na comunidade e na capacidade de cumprir com as normativas enquanto permite também reduzir os custos. O mainframe irá deslocar-se mais rapidamente para a cloud à medida que as empresas que já possuem soluções mainframe adotam tecnologias e processos cloud para tirar o máximo proveito dessas infraestruturas. A adoção de uma cloud privada alojada externamente também vai aumentar durante os próximos anos.

3.   A identidade é o novo perímetro: Os utilizadores empresariais não conhecem limites de tempo e de espaço. À medida que adotam serviços cloud e que colaboram globalmente com clientes e parceiros externos a partir de vários dispositivos, eles eliminam o perímetro de TI tradicional. Os profissionais de segurança de hoje encontram-se numa guerra sem fronteiras com várias frentes e um aliado comum – a Identidade. A identidade fortemente autenticada é o novo perímetro, o que dá uma forte ênfase à redução dos riscos no ponto de autenticação, assinalando o fim da password tal como a conhecemos hoje. Como tal, espera-se a expansão dos modelos de autenticação avançados. Veremos ainda a autenticação baseada em risco entrar cada vez mais em jogo, tendo por base o dispositivo, a transação e a localização e muitos outros aspetos. Assistiremos a uma movimentação da indústria para métodos de autenticação mais inteligentes, tais como a criação de padrão, o reconhecimento de imagem, a autenticação baseada em telefonia móvel, áudio e biometria. Mas isto não é suficiente, a segurança tenderá a ter mais em conta o conteúdo baseando-se no tipo de dados, ou como estes são classificados. E toda esta informação, bem como a identidade e o papel do utilizador, será usada para guiar os direitos de acesso.

4.   O sétimo sentido: Haverá aumento da exploração de tecnologias sensoriais nos mais modernos dispositivos móveis à medida que a ‘Internet das Coisas’ se estabelece. Tudo se vai tornar inteligente ao mesmo tempo que os sensores vão sendo incorporados numa ampla gama de dispositivos – desde os domésticos até àqueles que ativam aplicações em áreas tão diversas como gestão de desastres, TI na saúde, redes de transportes, redes inteligentes, Smart Grids, entre muitos outros exemplos. Estas tecnologias vão fazer com que exista uma necessidade adicional sobre as TI no sentido de estas serem capazes de gerir, de armazenar, de analisar e de garantir a segurança do tráfego de dados, da privacidade e dos end points.

5.   Mobile/Social em primeiro lugar na empresa: As empresas vão começar a desenvolver aplicações não apenas tendo em mente as plataformas móveis/sociais, mas principalmente para as plataformas móveis/sociais, relegando as plataformas tradicionais para um papel secundário. A consumerização irá acelerar de ritmo à medida que formos assistindo ao fim da resistência das empresas em aceitar a experiencia de utilização rica e imersiva a que os consumidores estão habituados nas aplicações móveis. Em simultâneo, a gestão das TI móveis e sociais vai ser cada vez menos sobre como gerir e proteger os dispositivos em si, e mais sobre como gerir e proteger as aplicações e os dados móveis, e tudo isto enquanto se preserva a qualidade da experiência do utilizador.

O vice-campeão – a ascensão do método DevOps está iminente: Nos dias que correm, a computação inteligente existente em cada pedaço de equipamento está a levar o mundo para ambientes de uma complexidade de tal ordem, que as operações devem ser tomadas em consideração antes mesmo de a primeira linha de código ser escrita. À medida que a tendência Agile aproxima cada vez mais as equipas de developers, de testers e do negócio, observa-se que o DevOps impulsiona o aumento de design orientado para a experiência. O CIO estará menos preocupado com a gestão de dispositivos e mais com a gestão das aplicações. Com a passagem dos serviços para a cloud, os consumidores terão um menor interesse em monitorizarem eles próprios a infraestrutura. O DevOps irá exigir a reconstituição de frameworks tradicionais tais como ITIL, extraindo os seus conceitos mais valiosos e ajustando-os a um desenvolvimento ágil e moderno. Nesta realidade, a cloud, a mobilidade e o DevOps estão a tornar-se num movimento.

“As TI vão impulsionar a competitividade empresarial em 2013. Os CIOs precisam de atingir um modelo de entrega de serviço end-to-end, combinando todos os elementos e tecnologias necessários para criar uma experiência de utilização integrada. Para manterem um papel de relevo, os CIOs funcionarão como Inovadores e Integradores de Serviços de Negócio, fazendo a gestão de diversos serviços e agregação de serviços que diferenciam as ofertas de negócio”, considera John Michelsen, chief technology officer da CA Technologies. “Os departamentos de TI devem começar a agir como um conselheiro de confiança, como um corretor de serviços e como uma garantia de qualidade neste novo mundo das complexas TI”, acrescenta o responsável.

A proliferação de dispositivos móveis inteligentes e das tendências bring your own device (BYOD), cloud computing, Big Data e de segurança veio acrescentar um novo nível de complexidade. Em termos históricos, a tecnologia era transacional e as TI definidas. No entanto, neste mundo interconectado, a tecnologia está a evoluir de simples suporte às operações para tornar-se num elemento inteligente e verdadeiramente impulsor da inovação nos negócios.

Mais do que nunca, as TI estão muito bem preparadas para dar início à transição da propriedade e da gestão tecnológica para se tornarem no intermediário de serviços empresariais. Tal como o SaaS, o PaaS e o IaaS oferecem um acesso chave na mão e sem necessidade de infraestrutura instalada à capacidade de computação, as TI vão concentrar-se cada vez mais em aplicações de negócio compostas (e não no modelo comprar-desenvolver-gerir) para que seja possível alcançar novos níveis de velocidade, de inovação, de desempenho e de eficiências custo/risco.


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Patricia Fonseca

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