Adopção da LTE e dos smartphones impulsiona aumento do tráfego de vídeo

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A nova edição do Ericsson Mobility Report revela que o tráfego de dados móveis vai continuar a crescer significativamente nos próximos anos, uma tendência motivada, principalmente, pelo vídeo. De um modo geral, espera-se que o tráfego de dados aumente 12 vezes até ao final de 2018. O uso crescente é impulsionado pelo crescimento contínuo da quantidade de conteúdo disponível, bem como pelas velocidades de rede melhoradas que vêm com o desenvolvimento do HSPA e do LTE.

Douglas Gilstrap, Senior Vice President e Head of Strategy da Ericsson, afirma: “Os serviços LTE vão estar disponíveis para cerca de 60% da população mundial, em 2018. Prevemos que as subscrições de LTE ultrapassem os mil milhões em 2017, motivadas pela existência de dispositivos de melhor capacidade e pela procura por serviços intensivos de dados, como o vídeo. Devido à implementação do WCDMA/HSPA, as velocidades de rede melhoraram e, por conseguinte, a experiência do utilizador também”.

O vídeo constitui o maior segmento do tráfego de dados nas redes, e espera-se que aumente cerca de 60% anualmente, até ao final de 2018. O consumo de vídeo é, em média, de 2,6GB por subscrição por mês, em algumas redes.

Embora o vídeo seja popular, os utilizadores não tendem, necessariamente, a despender a maior parte do tempo em aplicações de dados pesadas. Os consumidores passam mais tempo nas redes sociais: uma média de 85 minutos por dia, em algumas redes.

Os smartphones constituíram cerca de metade de todas as vendas de telemóveis no 1.o trimestre de 2013, em comparação com os cerca de 40% de todo o ano de 2012. O número total de subscrições cresceu 8%, a nível global, de ano para ano, até ao 1.o trimestre de 2013. Destas, o WCDMA/HSPA originou cerca de 60 milhões de subscrições, as subscrições exclusivamente de GSM/EDGE aumentaram cerca de 30 milhões, e a LTE gerou cerca de 20 milhões de novas subscrições. As subscrições de banda larga móvel aumentaram ainda mais depressa, durante este período (a uma taxa de 45%, de ano para ano), atingindo cerca de 1,7 mil milhões.

O Mobility Report também aborda o conceito de “cobertura de aplicações” – alargando a definição de cobertura relativamente à voz para incluir o quão bem os utilizadores conseguem aceder às suas aplicações móveis – e apresenta um novo enquadramento, que explica os efeitos da variação do desempenho da rede, de uma forma relevante para o utilizador.

Nesta edição do relatório, é também estudada a relação entre o desempenho da rede e a lealdade do consumidor. O desempenho de rede é o principal impulsionador da lealdade dos subscritores às operadoras móveis, seguida pelo valor do dinheiro. Outras secções do relatório explicam os efeitos da sinalização de smartphones no tráfego de dados, e analisam o roaming de dados, identificando oportunidades para as operadoras gerarem novas fontes de receitas.


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Patricia Fonseca

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