96 por cento das empresas da península usam sistemas IAM

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A CA Technologies anunciou hoje os resultados do estudo europeu que indica que a procura de sistemas avançados de Identity e Access Management (IAM) entre as organizações a operarem na Península Ibérica é mais elevada que em qualquer outro local na Europa. Este estudo refere ainda que 96 por cento das empresas da península usam sistemas IAM, o número mais elevado entre os oito países citados no estudo e 26% acima da media europeia. As organizações da Península Ibérica lideram a Europa na adoção de IAM as-a-service (IAMaaS). Trinta e oito por cento das empresas usam um serviço on-demand puro, 16% mais do que a média europeia. Além disso, 21% confiam num modelo híbrido, constituído por uma mistura de soluções instaladas na empresa e solucões as a service. Os 4% das empresas ibéricas sem qualquer sistema IAM implementado terão de se esforçar para obter a interação aberta entre o negócio e os utilizadores, que tenha a concorrência.

O novo estudo, “Digital Identities and the Open Business” foi elaborado pela empresa de estudos de Mercado Quocirca, a pedido da CA Technologies, e recaiu sobre 337 responsáveis por decisões de negócio e de TI de  grandes e médias empresas num alargado espetro de setores e nas regiões da Península Ibérica, Benelux, França, Alemanha, Israel, Itália, países nórdicos e Reino Unido.

“Este estudo sublinha a crescente importância dos sistemas avançados de IAM entre as organizações da Península Ibérica, e a forma como facilitam as interações abertas entre as empresas e os utilizadores”, diz Paul Ferron, Director de Security Solutions da EMEA, na CA Technologies. “A capacidade de autenticar e perceber os utilizadores está a tornar-se cada vez mais relevante, pois as empresas comunicam e fazem transações online, adotam serviços de cloud e usam as redes sociais como formas de identificação. As identidades digitais vão em última análise estimular o crescimento das receitas e as melhorias de produtividade. No entanto, as empresas da região ibérica ainda têm algum caminho a trilhar antes de conseguirem recolher os benefícios desta adoção”.

Razões da forte procura de sistemas avançados de IAM na Península Ibérica

O estudo encomendado pela CA Technologies deixou claro que a procura de sistemas avançados de IAM na Europa cresceu de 25% em 2009 para 70% em 2013 – o que representa um crescimento de quase o triplo. Muito embora o documento não revele o padrão de crescimento específico na região da Península Ibérica, aponta as razões principais para o facto de os sistemas avançados de IAM serem tão populares nesta região, sejam numa implementação nas instalações da empresa, num modelo IAMaaS ou num modelo híbrido.

O estudo revela que para a totalidade das empresas da Península Ibérica, os elementos que motivam a abertura das aplicações para uma utilização externa são a possibilidade de interagir diretamente com os seus clientes – 13% acima da média europeia. Os sistemas avançados de IAM asseguram que os utilizadores têm um acesso conveniente aos recursos de que necessitam e permitem que as empresas façam transações em segurança e com eficiência com um alargado conjunto de utilizadores. Cerca de 88% dos responsáveis desta região concordam que o IAM é “muito” ou “bastante” importante como sistema que permite políticas de gestão e cumprimento de acessos, enquanto que 84% concordam que o IAM é “muito” ou “bastante” importante na permissão de acesso federativo a existentes e novas aplicações a utilizadores externos.

O mesmo número – 84% – refere que o IAM é “muito” ou “bastante” importante na garantia de escalabilidade para um número não referido de utilizadores. Além disso, 87% dos inquiridos referiram que é “verdade” ou “bastante certo” que o estabelecimento claro de identidades é necessário em todos os casos antes de se dar início a uma transação. Os sistemas avançados de IAM permitem o controlo através de uma única identidade do acesso a aplicações colocadas na cloud e na infraestrutura da empresa.

Setenta e nove por cento das empresas da Península Ibérica que colhem os benefícios de IAMaaS apontam vários atributos. De acordo com o estudo, 53% concordam que o IAMaaS baixa os custos de gestão e 21% acredita que o serviço baseado na cloud torna mais fácil a integração de utilizadores externos.

O modelo de IAM híbrido, usado por 38% das organizações ibéricas, oferece a flexibilidade que permite continuar a utilizar o IAM legacy existente e as implementações de diretórios, integrando as capacidades avançadas de um sistema IAMaaS. Além disso, os sistemas IAMaaS estão já integrados com muitas aplicações baseadas na cloud, como as Google Apps, o Office 365 e o WebEx. Evitando configurações de TI lentas e dispendiosas, as organizações podem acrescentar rápida e facilmente os sistemas IAMaaS a implementações IAM já presentes nas instalações.

O estudo sublinha ainda o grau de desligamento entre os negócios e as TI no que concerne a IAM. Muito embora o IAM ofereça muitos potenciais benefícios para o negócio – tornando mais simples atrair novos clientes, aumentar o negócio junto dos clientes atuais, e otimizando os processos de negócio – os departamentos de TI da região ibérica não estão aparentemente a conseguir transmitir estes benefícios para o negócio.

No estudo, os inquiridos focaram-se prioritariamente nos benefícios de TI de IAM: 92 por cento disseram que é “verdade” ou “bastante certo” que um sistema de IAM era necessário para atingir os objetivos de segurança de TI, como sejam o rápido aprovisionamento e o des-aprovisionamento de todos os tipos de utilizadores. Por contraste, 42% referiram que é “verdade” ou “bastante certo” que “as empresas não se mostram interessadas nos nossos sistemas de IAM”. Os departamentos de TI precisam de se focar mais no valor de negócio do IAM de forma a assegurar os futuros investimentos em projetos IAM.

“Para as organizações da Península Ibérica, não se trata de saber se precisam de IAM, mas de quanto tempo poderão sobreviver sem estes sistemas”, diz Bob Tarzey, Analista de Diretor da Quocirca. “Este estudo europeu demonstra que o IAM – quer seja nas instalações, na nuvem ou numa implementação híbrida – permite o uso federativo de um alargado espetro de diferentes fontes de identidades. Garante ainda o equilíbrio entre a disponibilização de aplicações para dispositivos móveis e utilizadores externos, certificando que as aplicações e os dados têm proteção suficiente”


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Patricia Fonseca

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