5.ª edição do BIG Smart Cities apresenta Cascais como primeira cidade experimental para startups

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Abrem hoje as candidaturas para a 5.ª edição da competição de empreendedorismo promovida pela Vodafone e pela Ericsson – o BIG  Smart Cities –, que este ano traz uma grande novidade: a criação da primeira cidade experimental para startups no município de Cascais, onde os empreendedores nacionais vão poder testar, em ambiente real, as suas soluções tecnológicas para as cidades inteligentes do futuro.

Criado com o objetivo de descobrir e apoiar ideias de negócio de base tecnológica que melhorem o dia a dia de quem vive, visita e/ou trabalha nos grandes centros urbanos, ao longo das edições passadas do BIG Smart Cities foi-se tornando cada vez mais evidente a necessidade de se criar uma ponte entre as startups e as cidades, facilitando a implementação destas soluções.

Cascais surgiu, assim, na linha da frente para se tornar o anfitrião desta experimentação, abrindo as portas do seu município para receber as mais variadas soluções smart das startups nacionais. A estratégia adotada nos últimos anos e consequentes iniciativas desenvolvidas, nomeadamente ao nível da mobilidade, eficiência energética e gestão de resíduos, fazem do Município de Cascais um bom exemplo do que pode ser uma cidade inteligente. Por isso, surge clara a opção por Cascais para a criação da primeira cidade experimental para startups em Portugal.

Numa primeira fase, serão os vencedores do BIG Smart Cities a ter acesso a esta vantagem, facultando-se depois a adesão a outros projetos cuja tecnologia desenvolvida contribua para dar resposta aos desafios que as cidades modernas hoje mais enfrentam – sejam eles de ordem demográfica, territorial ou climatérica, bem como de partilha e gestão de recursos naturais (hídricos, energéticos, aquecimento global) e humanos (envelhecimento da população, exclusão social).

Esta parceria entre a Vodafone, a Ericsson e a Câmara Municipal de Cascais marca, também, o início da construção de uma Rede Nacional de Cidades Experimentais dinamizada pelo BIG Smart Cities. Este movimento pretende simplificar o acesso das startups a ambientes reais, onde as mesmas possam testar as suas tecnologias de forma mais ágil.

As candidaturas a nível nacional para a edição deste ano do BIG Smart Cities (cuja organização está a cargo da Nova SBE) podem ser submetidas até dia 23 de maio, através do site. em cinco áreas de oportunidade: Mobilidade, Participação e Inclusão, Turismo, Living e Ambiente. Além da já referida oportunidade para testarem os seus projetos em Cascais, as startups que concorrerem habilitam-se a prémios monetários no valor de 20 mil euros, seis meses de incubação no Vodafone Power Lab e uma viagem para conhecer um polo de inovação da Ericsson na Europa.

Depois do lançamento em Cascais, durante o período de candidaturas a iniciativa vai passar por Braga, Porto, Coimbra, Évora e Lisboa, com cada uma das cidades a promover eventos locais, intitulados BIG city challenges: cinco competições, a decorrer entre 27 de abril e 23 de maio, onde se avaliarão as propostas dos potenciais empreendedores inscritos e se elegerá dois finalistas por cidade. Além de ganharem acesso direto à final do concurso, os dez projetos eleitos nestes eventos receberão um prémio de 500 euros cada.

Os empreendedores que não conseguirem marcar presença nos city challenges de Coimbra (27 de abril), Braga (4 de maio), Porto (11 de maio), Évora (16 de maio) e Lisboa (17 de maio), mas submeterem as suas candidaturas online, serão avaliados à distância pelo júri e, posteriormente, através de entrevistas. No final do processo de seleção serão escolhidos 20 finalistas, a anunciar no dia 30 de maio, iniciando-se de seguida o programa de pré-aceleração de um mês onde os jovens empreendedores irão receber formação, mentoring e apoio para transformarem as suas ideias em negócios viáveis.
A final do BIG Smart Cities acontece no dia 11 de julho, onde vão ser apresentados publicamente os pitches dos projetos finalistas.

O grande vencedor ganha um prémio monetário de 10 mil euros e vai poder desenvolver a sua ideia nas instalações da aceleradora Vodafone Power Lab, recebendo formação, coaching e sessões de mentoring e beneficiando, ainda, do ambiente de partilha de conhecimento, de experiências e de entreajuda entre startups que se vive na aceleradora. A par disso, terá a oportunidade de visitar um polo de inovação da Ericsson na Europa.

Os segundo e terceiro lugares recebem um prémio de 2500 mil euros e será eleita, ainda, uma menção honrosa.


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Patricia Fonseca

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