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Estudo revela que metade dos empreendedores portugueses aconselha a criação de novas empresas nos seus distritos

Segundo o Estudo Nacional de Competitividade Regional, elaborado pela plataforma Zaask, e que contou com a participação de mais de 1300 microempresas e empreendedores (que representam mais de 80% do tecido empresarial Português), cerca de metade aconselha a criação de novas empresas nos seus distritos, mas vê a situação económica nacional e distrital de forma negativa.

Já no que toca à situação das empresas, 53% consideram a sua situação financeira como razoável, e ainda dão indicação de que a mesma poderá melhorar durante o ano de 2016.

Quanto a apoios governamentais, a maioria dos empresários não tem conhecimento da existência de programas de formação destinados a pequenos empreendedores, promovidos pelos governos regionais/locais (76%). Entre aqueles que admitem conhecer estes programas, a maioria refere que estes são poucos (57%) ou quase nenhuns (11%).

A Competitividade no Distrito

São muitos os empresários que aconselham a instalação de um novo negócio no seu distrito (49%), no entanto 42% dos empresários optam por uma postura imparcial e os restantes acabam por desaconselhar o lançamento de um negócio no seu distrito. Importa realçar que são os empresários com um negócio mais recente que mais facilmente aconselham a sua criação.
A facilidade em lançar um novo negócio, é uma questão que divide a opinião dos empresários: 35% vê alguma ou muita dificuldade em lançar um novo negócio no seu distrito, 34% não considera nem fácil nem difícil e 31% considera haver facilidade na implementação de um novo negócio.

Também a facilidade de contratação nos diferentes distritos foi avaliada pelos empreendedores: 32% considera difícil contratar no seu distrito, enquanto 28% considera ser fácil recrutar. Viana do Castelo, Portalegre, Braga e Leiria destacam-se como sendo os distritos em que existe maior facilidade em contratar, segundo as microempresas.

Apoio do Governo Regional/Local

Como referido anteriormente, a maioria dos empresários (76%) não tem conhecimento da existência de programas de formação destinados a pequenos empreendedores. Entre aqueles que admitem conhecer estes programas, a maioria refere que são poucos (57%) ou quase nenhuns (11%). De destacar ainda que 19% dos indivíduos que reconhecem a existência dos programas não têm conhecimento acerca da quantidade oferecida anualmente.

Já os programas de networking promovidos pelos governos regionais/locais são ainda menos conhecidos entre os empresários, sendo que apenas 10% afirma ter conhecimento dos mesmos.

A empresa

A maioria dos inquiridos classifica a situação atual da empresa como razoável (53%) e 37% consideram-na má ou muito má. As empresas da Região Autónoma da Madeira, Santarém e Bragança são aquelas que avaliaram a sua situação financeira de forma mais negativa.

Apesar de tudo existe algum otimismo no que respeita à situação futura: cerca de metade dos empresários considera que a situação poderá melhorar (um pouco ou muito) ao longo do ano. São os representantes das empresas mais recentes quem mais tende a olhar para 2016 de forma mais positiva. Viana do Castelo e a Guarda são os distritos mais otimistas face às perspectivas futuras, enquanto Portalegre olha para as mesmas com um maior pessimismo.

Situação económica nacional/distrito

Foi ainda pedido aos empresários que avaliassem a situação económica do país e do seu distrito, nos 12 meses anteriores. De uma forma geral, a avaliação da situação económica é má, situando-se a média de ambas as questões abaixo do ponto médio da escala. Ainda assim, os indivíduos tendem a avaliar de forma mais negativa a situação económica do país (56% consideram-na muito má ou má face a 51% para o distrito) e de forma mais positiva a situação do distrito (9% consideram-na boa ou muito boa face a 6% para o país).

Aceda ao estudo completo https://www.zaask.pt/portugal


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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