2015 – O Ano da Cloud Híbrida

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O ano de 2014 acabou por ser, para muitas organizações, um ano de abordagens a este tipo de arquiteturas com inúmeros casos de sucesso, bem como uma ano de evoluções tecnológicas da parte dos fornecedores de Cloud.

Até os mais céticos estão convencidos de que não se trata de uma moda passageira ou de uma tecnologia pouco impactante. A Cloud veio para ficar. Não só veio para ficar, como veio mudar o paradigma das tecnologias de informação.

As razões são várias e largamente conhecidas, mas a principal e mais forte é o custo “tendencialmente” mais baixo na Cloud do que no datacenter da Empresa. Digo “tendencialmente” porque mesmo para os casos onde a Cloud ainda não representa um menor custo, é uma questão de (pouco) tempo até que o mesmo suceda. Os preços nos grandes fornecedores de Cloud estão em redução constante e o que hoje pode não ser viável financeiramente, vai ser certamente possível no futuro.

Apesar de realmente apelativo, as Empresas têm os seus próprios timings e não vão apressar a migração das soluções apenas porque a Cloud lhes pisca o olho. Os CIOs não vão transferir para a Cloud aplicações criticas sem antes validarem o conceito com cenários mais básicos ou não produtivos. É nestes cenários que a Cloud Híbrida encontra o seu lugar.

Em 2015 serão mais organizações a considerarem a Cloud como uma extensão do seu datacenter. Acredito que muitas Empresas quando confrontadas com um novo projeto ou uma simples extensão do seu cluster de virtualização vão olhar para a Cloud como uma alternativa viável e nalguns casos mais barata que a convencional.

A fase final de suporte do Windows Server 2003, irá também contribuir para que em 2015 se verifique uma aceleração significativa de renovações tecnológicas que podem traduzir-se em projetos Cloud Híbridos.

Na Knowledge Inside observamos que quando se inicia um ciclo de renovação tecnológico numa Empresa, a Cloud, na maioria dos casos sai vencedora. Claro que a abordagem Cloud não é a mesma para todas as Empresas. Temos as startups tecnológicas, que desde a sua nascença respiram cloud, temos as PME que na sua maioria têm uma infraestrutura de TI pouco complexa e que migram, sem grandes complicações, de uma só vez para a Cloud e por fim temos as grandes Empresas que têm um ciclo de renovação tecnológico contínuo e complexo e que beneficiam de uma extensão do seu datacenter para um fornecedor Cloud, onde, aos poucos, iniciam o consumo de serviços para preencher os requisitos dos projetos, desde serviços de Disaster Recovery, Backups, Máquinas Virtuais, Aplicações Web ou Bases de Dados, tudo isto é possível e visto como mais um recurso a ser usado pela organização, tal como se o mesmo estivesse dentro de sua casa.

Outro fenómeno interessante é o cruzamento de Clouds e a interligação entre as mesmas. Por exemplo no NIODO, a Knowledge Inside utiliza serviços Cloud para a filtragem do e-mail dos seus clientes e está a desenvolver um plano de geo-redundância e disaster recovery, recorrendo à Cloud da Microsoft – o Azure.

São as Empresas com TI’s complexas que vão utilizar a Cloud de uma forma Híbrida. Não antevejo outra forma. Ninguém consegue fugir à Cloud!


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Nuno Carvalho

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