2014 em dados e o que 2015 nos reserva

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É inegável a importância que a análise e partilha de informação têm actualmente, construindo, de forma discreta e eficiente, o mundo tecnológico que nos rodeia. 2014 foi um ano de conquistas notáveis no campo do armazenamento e transformação de dados – 2015 prepara-se para ser mais um ano de transformação.

A forma como o mundo experiencia coletivamente eventos globais foi para sempre impactada pelas redes sociais e tecnologias de captação e partilha de informação, tendência que verificaremos de forma mais clara ao longo de 2015. O Mundial de Futebol no Brasil gerou 618.725 Tweets por minuto e registou 280 milhões de interações no Facebook, enquanto os Jogos Olímpicos de Inverno resultaram em 102.000 horas de transmissão digital e em TV, alcançando 4.1 mil milhões de visualizações. O “Ice Bucket Challenge”, por sua vez, originou mais de 17 milhões de vídeos, alcançando 440 milhões de pessoas e 10 mil milhões de visualizações em todo o mundo.

No que toca ao armazenamento de dados, alcançaram-se feitos impressionantes, que deverão ser ampliados em 2015. A Universidade de São Paulo desenvolveu a primeira e maior Cloud privada na América do Sul, conseguindo consolidar 150 data centers para apenas 6, reduzindo os requisitos de armazenamento em 90% apesar do crescimento de 300% em dados. Em Junho foi lançado o FAS8080 EX, uma das mais poderosas unidades de armazenamento de dados até à data, com uma oferta de 4 milhões de IOPS de performance e mais de 4.6 petabytes de armazenamento.

A capacidade de recolher, analisar e relacionar dados associada a diversos equipamentos também atingiu dimensões inéditas em 2014, sendo que em 2015 estas serão certamente ultrapassadas. Por exemplo, a equipa Sauber recolheu cerca de 200 GB de dados por carro por Grand Prix em 2014, através de mais de 100 sensores de bordo com transmissão de telemétrica em direto para um data center móvel para ajustes em tempo real. Por outro lado, cientistas e engenheiros da Califórnia recorreram ao acesso instantâneo a dados com mais de 100 anos sobre o clima, fluxo de água e demografia, mantidos pela Agência de Recursos Naturais da Califórnia através de sofisticadas tecnologias de armazenamento, com o objetivo de combater uma das piores secas da história. A análise de informação e consequentes acertos em tempo real demonstram já um significante impacto em diversas áreas e sectores, mas o seu potencial está continuamente a ser desenvolvido e aprimorado.

Durante o ano de 2014 a evolução das soluções de armazenamento e tratamento de dados manteve um ritmo acelerado, que certamente continuará em 2015. O contributo concreto das tecnologias da informação nos desafios reais da humanidade obterá resultados cada vez melhores, mas, curiosamente, mais comuns e menos surpreendentes. Ainda assim, o investimento em desenvolvimento e inovação não deverá de forma alguma abrandar.


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Patricia Fonseca

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