19ª edição do World Wealth Report 2015 revela novos números record de fortunas particulares e níveis de riqueza

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De acordo com as conclusões do World Wealth Report 2015, publicado pela Capgemini e pelo RBC Wealth Management, o forte crescimento económico e os elevados níveis de performance dos mercados de valores contribuiram para um crescimento significativo do número de indivíduos High Net Worth- HNWI (quase 1 milhão[1] de novos milionários em todo o mundo – 920.000), bem como do seu património financeiro (564.000 mil milhões de dólares) ao longo de 2014. A taxa de crescimento alcançada, cerca de 7%, equivale a cerca de metade dos valores registados no ano anterior. O estudo salienta que a grande maioria da população de HNWI e a riqueza está distribuída de forma relativamente uniforme entre as regiões da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, embora o ritmo de crescimento tenha sido mais acelerado nesta última, região onde também se concentra a maioria dos HNWI e das fortunas particulares.

Em 2014, a América do Norte continuou a ser a região mais rica do mundo, em termos de HNWI e de volume de riqueza (16.200 mil milhões de dólares), seguida pela Ásia-Pacífico (15.800 mil milhões de dólares), e pela Europa (13.000 mil milhões de dólares). Ao nível do ritmo de crescimento da riqueza, a região Ásia-Pacífico foi a que se destacou com taxas de 11% e, por comparação, com os 9% registados na América do Norte e os 4,6% na Europa. Prevê-se mesmo que antes do final de 2015 a região da Ásia-Pacífico passe a ocupar o primeiro lugar do ranking dos HNWI e do volume de riqueza à escala mundial. Durante 2014, a Ásia-Pacífico também viu crescer a sua população HNWI e o seu respetivo volume de riqueza a um ritmo mais rápido do que o resto do mundo, tendo alcançado a fasquia dos 4,69 milhões de milionários, contra 4,68 milhões (um crescimento de 8%) na América do Norte e somente 4 milhões na Europa (+4%).

De acordo com George Lewis, Group Head do RBC Wealth Management & Insurance: “2014 é o sexto ano em que se regista um crescimento consecutivo do número de milionários e do valor dos seus respetivos patrimónios financeiros. As elevadas taxas de rentabilidade dos mercados bolsistas/financeiros e os bons desempenhos das economias, contribuíram para alcançar uma taxa de crescimento que se situou nos 7%, depois de, em 2013, este valor ter sido de dois dígitos. A Ásia-Pacífico liderou o crescimento da riqueza este ano, ultrapassando a América do Norte, e posicionando-se como o líder a nível da população HNWI. Esperamos que nos próximos dois anos a Europa venha a ocupar uma posição de maior protagonismo, tornando-se num importante impulsionador da riqueza HNWI, sobretudo à medida em que se vai cimentando a sua recuperação económica.”

A China e os EUA foram os países que registaram as maiores taxas de crescimento da população detentora de elevados níveis de riqueza (52%), no entanto foi a Índia quem mais se destacou quer no aumento do número de milionários (26%), quer das suas fortunas (28%), sobretudo graças aos bons resultados alcançados pelas bolsas de valores e à descida do preço das importações dos produtos petrolíferos. A China ocupa o segundo lugar, com taxas de crescimento da riqueza e da população milionária de 17% e 19%, respetivamente. Estes valores foram impulsionados pelo crescimento do PIB, pelo aumento das exportações e pelo moderado desempenho das bolsas de valores.

Os fortes índices de crescimento nas regiões da Ásia-Pacífico e da América do Norte contrastam com o declínio sentido na América Latina, única região onde se registou um decréscimo quer do número de milionários (-2%), quer do volume dos seus patrimónios (-0,5 %). Este facto ficou a dever-se sobretudo à queda dos preços das matérias-primas, que causou uma recessão nos mercados. Na Europa, e como consequência de um crescimento económico tímido e das quedas registadas na maior parte das bolsas europeias, o número de milionários, e o valor das suas riquezas, cresceu apenas cerca de 4%.

Ativos Financeiros (ações) e dinheiro predominam na composição das carteiras de investimento dos HNWI e o recurso ao crédito é cada vez mais comum

Representando 27% das carteiras de investimento, os ativos financeiros (neste caso, as ações) são hoje os preferidos dos HNWI, de acordo com o estudo «Global HNW Insights Survey», do World Wealth Report 2015.

Para AndrewLees, Global Sales Officer da Capgemini Global Financial Services: “Depois de cinco anos consecutivos de recuperação e relativa estabilidade nas bolsas em todo o mundo, os ativos financeiros tornaram-se na principal componente dos portefólios patrimoniais dos HNWI ultrapassando o dinheiro. Significa que há uma nova apetência pelo risco à medida que as ações se valorizam de forma sustentada.”

A maior parte dos milionários divide, hoje em dia, mais de um quarto da sua riqueza (26%) em dinheiro, principalmente para manter o seu estilo de vida (36%) e como forma de se defenderem de eventuais volatilidades que venham a ocorrer nos mercados bolsistas (31%). O valor remanescente dos seus portfólios financeiros integra ativos imobiliários (20%), rendimentos fixos (16%) e investimentos alternativos (10%).

O World Wealth Report 2015 sublinha ainda que o recurso ao crédito é uma prática cada vez mais corrente nos portefólios dos HNWI. Na verdade, 18% dos ativos são financiados por recurso ao crédito; índices mais elevados entre a população feminina (19%), entre os indivíduos que detêm mais de 20 milhões de US dólares (22%), e indivíduos com idade inferior a 40 anos (27%). O crédito é uma solução amplamente utilizada para reforçar investimentos (40%) e adquirir bens imobiliários (22%).

HNWIs desejam ter um impacto positivo na sociedade

Tal como a anterior edição do World Wealth Report já apontava, os milionários desejam ter um impacto positivo na sociedade através da realização de investimentos socialmente responsáveis. Um desejo que é uma prioridade para 92% destes indivíduos.

O estudo deste ano revela que os milionários procuram aconselhamento sobre oportunidades e abordagens a investimentos socialmente responsáveis junto de gestores de fortunas (30%), da sua família (10%) e dos seus amigos (27%). Adicionalmente, mais de metade (54%) daqueles que recorrem ao suporte dos gestores de fortunas pretendem que estes lhes apresentem informação que lhes permita definir um plano de acção identificando os projetos e investimentos com maior impacto social e que poderão originar mais mudanças, e assim melhor estruturar os seus investimentos e medir o impacto dos seus esforços a nível social.

Valor da riqueza dos HNWI deverá alcançar os 70.000 mil milhões de dólares em 2017

O valor da riqueza a nível mundial deverá crescer mais de 8% ao ano até 2017, situando-se nos 70.500 mil milhões de dólares. As previsões de crescimento são ainda mais relevantes para a região da Ásia-Pacífico onde se deverá registar um crescimento de 10,3% ao ano.

Graças a uma visão mais otimista do crescimento económico na Europa, esta região deverá passar a ter um papel de maior protagonismo enquanto motor de crescimento da riqueza dos HNWI prevendo-se, para os próximos anos, taxas anuais de crescimento de 8,4%. Prevê-se ainda que os valores do crescimento da riqueza na região da América do Norte venham a ser mais moderados (cerca de 7%).

Publicado pela Capgemini, em colaboração com o RBC Wealth Management, o World Wealth Report 2015 é a referência mundial ao nível dos HNWIs e da sua riqueza, bem como o barómetro do estado da economia em todo mundo e o catalisador da transformação do mercado da gestão de patrimónios.

A 19ª edição do World Wealth Report assenta nos resultados daquele que é considerado o estudo mais profundo, realizado até hoje, sobre as perspetivas e o comportamento dos indivíduos mais ricos do mundo. Com base nas respostas de mais de 5 mil milionários, de 23 países, o estudo “Global HNW Insights Survey” avalia os seus níveis de confiança, as suas decisões em matéria de alocação de ativos, bem como as suas preferências sobre os serviços de aconselhamento de gestão dos patrimónios.

O World Wealth Report está disponível para download em www.capgemini.com/worldwealthreport.


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Patricia Fonseca

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