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Leak Business

10 principais tendências dos consumidores para 2014

Bruno Fonseca

Publicado a

Com 2013 a chegar ao fim, o ConsumerLab da Ericsson identificou as principais tendências dos consumidores para 2014 e para além do próximo ano. Ao longo de mais de 15 anos, o ConsumerLab tem conduzido pesquisas para explorar os valores, comportamentos e formas de utilização de produtos e serviços de TIC dos consumidores. O programa de pesquisa global da Ericsson é baseado em entrevistas anuais com mais de 100 mil indivíduos em mais de 40 países e 15 megacidades.

De acordo com Michael Björn, Head of Research do ConsumerLab, “A tendência mais importante que observamos é a procura massificada de aplicações e serviços transversalmente a todas as indústrias e setores da sociedade – um facto que tem potencial para mudar, fundamentalmente, a vida quotidiana”.

1. Apps mudam a sociedade. A rápida penetração, a nível global, de smartphones mudou completamente a forma como comunicamos e usamos a internet. Agora, entramos numa nova fase do uso diversificado de smartphones – e as pessoas estão a procurar aplicações em todos os setores da sociedade. Isto inclui tudo, desde espaços comerciais e creches, a comunicação com as autoridades e transportes. As aplicações estão a tornar-se mais importantes do que o telefone que utilizamos.

2. O nosso corpo é a nova password. Os sites estão a exigir a definição de passwords mais longas com a combinação de números, letras e símbolos – quase impossíveis de recordar. Isto está a levar a um interesse crescente por alternativas biométricas. Por exemplo, a investigação da Ericsson descobriu que 52% dos utilizadores de smartphones quer utilizar as suas impressões digitais em vez de passwords e 48% tem interesse em usar reconhecimento ocular para desbloquear o seu ecrã. Um total de 74% acredita que os smartphones biométricos vão ser uma tendência predominante no decorrer de 2014.

3. O “Eu” quantificado. Pressão arterial, pulsação e passos são apenas alguns exemplos de como queremos medir-nos a nós próprios com recurso a dispositivos móveis, usando dados gerados pessoalmente. Só precisamos de iniciar uma app para monitorizar as nossas atividades e nos conhecermos melhor. Um total de 40% dos utilizadores de smartphones quer que o seu telefone registe todas as suas atividades físicas e 56% gostava de monitorizar a sua pressão arterial e pulsação utilizando um anel.

4. Internet em todo o lado. A experiência de utilização de internet tem ficado atrás da voz; os utilizadores de smartphones estão a perceber que já não se podem guiar pelas barras de rede nos seus telefones, já que um sinal que seja adequado para uma chamada de voz pode não ser suficientemente bom para serviços de internet. A pesquisa da Ericsson descobriu que a menor satisfação é com a qualidade de internet experienciada no metro.

5. Smartphones reduzem o fosso digital. O acesso à internet, numa escala global, continua a ser distribuído de forma inadequada e desigual, dando origem ao que é denominado como o fosso digital. O advento de smartphones mais baratos significa que os consumidores já não precisam de dispositivos de computação caros para aceder a serviços de internet. Um total de 51% dos consumidores sente, de um modo global, que os seus telemóveis são o dispositivo tecnológico mais importante – e para muitos este tornou-se o principal dispositivo de acesso à internet.

6. Os benefícios do online sobrepõem-se às preocupações. À medida que a internet se torna uma parte integrante da nossa vida quotidiana, os riscos associados a estar conectado estão a tornar-se mais evidentes. 56% dos utilizadores diários de internet está preocupado com questões de privacidade. Contudo, apenas 4% afirma que utilizaria menos a internet. Em vez disso, os consumidores adoptam estratégias para mitigar o risco, como serem mais cautelosos com o tipo de informação pessoal que disponibilizam.

7. Vídeo on command. Apesar de haver uma maior escolha de media, parecemos estar menos predispostos a escolher o que nós próprios vemos. De facto, os nossos amigos são particularmente influentes quando se trata de assistir a conteúdos de vídeo. Descobrimos que 38% dos inquiridos afirma que vê videoclipes recomendados pelos seus amigos pelo menos várias vezes por semana. Os nossos amigos têm também quase o mesmo impacto nos nossos hábitos no que se refere aos blogues que lemos e à música que ouvimos.

8. Tornar os nossos dados visíveis. Um total de 48% dos consumidores usa apps para compreender melhor o seu consumo de dados. Enquanto 41% só quer saber a quantidade de dados que usa, 33% quer ter a certeza de que estes são facturados corretamente e 31% não quer exceder a capacidade de dados do seu operador. A pesquisa mostrou também que 37% dos proprietários de smartphones usa regularmente apps para testar a velocidade da sua conexão.

9. Sensores em locais do quotidiano. Uma vez que os serviços interactivos de internet são agora um lugar-comum, os consumidores esperam cada vez mais que o que nos rodeia fisicamente nos responda igualmente. Até ao final de 2016, cerca de 60% dos utilizadores de smartphones acredita que os sensores vão ser usados em tudo, desde os cuidados de saúde e transportes públicos, aos carros, casas e locais de trabalho.

10. “Play”, “pause”, “resume” em qualquer sítio. Uma vez que 19% do tempo total de transmissão é despendido em telemóveis ou tablets, os consumidores estão cada vez mais a alterar os locais onde vêem televisão, de forma a ajustá-los às suas vidas quotidianas. Por exemplo, podem começar a assistir a um conteúdo em casa, parar, e retomar no caminho para o trabalho. Ao mudarem de lugar, pode também fazer sentido mudar de dispositivo.

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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