Opinião Mind Source: Legacy Modernization


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Muitas organizações mantêm os seus atuais Legacy Systems, acreditando no velho ditado: “Se funciona, porquê mudar?”

As organizações gastam em média entre 60% a 85% do orçamento alocado às TI na operação e manutenção dos Legacy Systems e da sua infraestrutura. Este facto torna-se num importante impulsionador de muitas organizações em modernizar os seus sistemas e aplicações para possibilitar uma redução de custos.

Esta redução de custos permite o desvio de parte do orçamento das TI para a inovação e projetos de desenvolvimento, que irão melhorar ROI, com o acréscimo que a modernização também proporcionará a implementação de sistemas e aplicações com maior flexibilidade, fortalecendo o alinhamento das TI com a estratégia de negócio da organização (time-to-market).

Existem também riscos em não aderir a esta mudança de paradigma. Atualmente estão a aposentar-se muitas pessoas que detêm as competências e conhecimento das tecnologias na qual assentam muito dos Legacy Systems. A isto acrescenta-se que a maioria das instituições do ensino superior ou centros de formação não ministram cursos nestas tecnologias, havendo ainda que adicionar o desinteresse das camadas mais jovens em conhecer estas tecnologias.

Perante este cenário, as organizações devem considerar os custos inerentes à escassez de talentos neste tipo de tecnologia, os quais podem inviabilizar futuros projetos devido ao possível incremento dos custos destes consultores – quanto menor o seu número, tendencialmente, maior o custos destes consultores se a procura não acompanhar a contração da oferta.

Existem várias abordagens que podem ser usadas na modernização, as quais visam a substituição, parcial ou total, dos Legacy Systems, bem como o modo como estas são geridas e implementadas. Apresento algumas destas abordagens que podem ser usadas neste processo de modernização, as quais podem ser implementadas em paralelo, mas como boa prática, estas devem ser adotadas de um modo incremental:

  • Acelerar o ciclo de desenvolvimento através de uso de frameworks (Oracle ADF, Spring, etc.) ou de plataformas (OutSystems, SharePoint, etc.) e que sejam baseadas em standards, que contenham funcionalidades para acelerar o desenvolvimento de aplicações, automatizar os processos de testes e deployment. As aplicações criadas, quando bem desenhadas, apresentam-se mais flexíveis e possibilitam a reutilização (serviços, componentes, etc.).
  • Automatizar e/ou otimizar os processos de negócios, externalizar e consolidar as regras de negócios com gestão centralizada via plataformas BPM/BRMS.
  • Reduzir a necessidade de modificar aplicações através de uma arquitetura SOA, com a implementação de uma camada de serviços que exponha funcionalidades das presentes aplicações, desacoplando as aplicações.
  • Aplicar metodologias Agile (acelerar os ciclos de desenvolvimento) e DevOps (acelerar os ciclos de entrega contínua).
  • Considerar estratégias na Cloud, como PaaS ou SaaS.

Independentemente da estratégia que uma organização adote, esta deve obedecer a determinados princípios de governança, traduzidos em diretrizes que devem promover o efetivo alinhamento estratégico entre as TI e o negócio:

  • Planear e manter uma infraestrutura que reflita as reais necessidades do negócio e permita a sua evolução;
  • Definir uma arquitetura em linha com os princípios estratégicos, garantindo o devido nível de integração e padronização;
  • Deter um conhecimento detalhado das aplicações de negócio existentes e suas dependências, com a existência de processos de monitorização e controlo.

A transformação resultante da modernização dos sistemas de informação deve ser gerida como uma iniciativa de toda a organização, na qual os principais líderes das áreas de negócio/gestores devem estar envolvidos e comprometidos com o processo, definindo as condições para o sucesso (métricas) e a forma como a transformação deve ser conduzida (definição de um plano de prioridades, comunicação e mudança e atividades de controlo de qualidade).

Com a modernização das TI, as organizações podem flexibilizar e simplificar os seus processos/aplicações de negócio, melhorando drasticamente o seu desempenho.

Author

Miguel Anselmo
Miguel Anselmo

Specialist Consultant da área de Process Improvement da Mind Source

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