Opinião: Centros de Dados Simple and Smart


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Equipamentos ultrapassados e processos manuais já não têm capacidade para lidar com o volume de dados produzido atualmente, em plena era da Internet das Coisas. Hoje, mais que nunca, as infraestruturas e operações de TI têm que ser tão ou mais inteligentes do que os próprios dispositivos que as interligam.

Negligenciar as necessidades ao nível da infraestrutura física de TI pode, não só, resultar em falhas nas operações quotidianas, como até comprometer o futuro do negócio das organizações. Assim, para dar resposta a este risco, é urgente as empresas prepararem os seus Centros de Dados para a realidade atual e futura.

Felizmente, na minha perspetiva, a maioria das empresas está a aumentar o investimento em equipamentos e instalações para os seus Centros de Dados. Esta aposta materializa-se, essencialmente, em terminar projetos existentes, em modernização ou upgrades. Ainda assim, neste processo, manter o orçamento reduzido e sob controlo apertado continua a ser uma prioridade..

A resposta a este desafio, em poucas palavras, éKeep it Simple and Smart.

Esta abordagem, simples mas inteligente, permite um investimento diminuído e oferece um retorno muito interessante, para dar resposta aos desafios contemporâneos do Big Data e da Internet das Coisas.

O primeiro passo é definir o objetivo para os Centros de Dados. De seguida, conduzir uma avaliação ao inventário, de modo a prioritizar e determinar os custos versus valor. Definir objetivos, seja a poupança a longo prazo, resiliência melhorada, maior segurança ou sustentabilidade, ou mesmo todas estas, permite identificar o investimento mais eficiente.

Uma vez concluído o processo inicial, pode dar-se início a algumas implementações base. Estas incluem algo tão simples como redesenhar o layout para otimizar a circulação de ar, o que em muitos casos é suficiente para riscar um dos objetivos na lista previamente definida.

Uma das novas tendências, liderada por web giants como Facebook, Google ou Apple, consiste no modelo de open compute ou seja, na compilação e partilha dos padrões de desenho dos Centros de Dados, o que permite economias de escala a um custo mais baixo e resultam em maior simplicidade.

A simplicidade é uma abordagem realmente estratégica, uma vez que através de padrões abertos, os Centros de Dados não dependem de fornecedores específicos e estão protegidos de personalização em demasia, o que muitas vezes exige especialistas altamente qualificados e constitui um obstáculo à escalabilidade.

Perante um mundo de informação em massa, complexa e a alta velocidade, a resposta tem que ser robusta, mas flexível. Queremos não só estar atualizados, como preparados para facilmente acrescentar inovações.

Assim, soluções simples e inteligentes constituem a chave do Centro de Dados moderno.

Author

João Rodrigues
João Rodrigues

Vice-Presidente, IT Business da Schneider Electric

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