Opinião: 2016, o ano do device mesh!


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Se 2015 ficou marcado pelo explodir do conceito de Internet das Coisas (IoT) com um sem número de equipamentos interligados, 2016 caminha cada vez para ser o verdadeiro ano de fusão dos mundos físicos e virtuais com o surgimento do “device mesh” (rede de dispositivos).

A Gartner prevê que as tecnológicas têm cada vez mais de responder às necessidades dos utilizadores nos diversos contextos e ambientes, independentemente do dispositivo, sendo a experiência do consumidor o mais importante. Como tal, torna-se claro que 2016 se está a tornar o ano chave em que a mobilidade assume de vez o conceito de “anytime & anywhere”, fruto do crescente aumento da produtividade, ao permitir um “always on” dos colaboradores com tecnologia cada vez mais “user friendly” – conceito cuja utilização na atual realidade deixa até de fazer sentido. Permanecem ainda alguns desafios para se trabalhar simultaneamente em vários equipamentos, uma vez que muitas soluções não são ainda compatíveis com o conceito da mobilidade, embora facilmente superáveis pela progressão tecnológica que seguimos.

Há uma preocupação acrescida nas empresas com a segurança dos seus dados nesta “device mesh”, pois temos mais equipamentos expostos a ameaças digitais. Todavia, são já mais as empresas a promover a integração de dispositivos no dia-a-dia do colaborador do que a procurar controlar o incontrolável. Mais relevante do que logins e passwords, o caminho está nas políticas de utilização e no recurso a software centralizado, assente em cloud.

A tecnologia atinge preços ainda mais competitivos e uma crescente miniaturização, que permite colocar mais equipamentos com telecomunicações e inteligência a comunicar entre si e a produzir informação útil. Assistimos até à integração entre tecnologia de empresas altamente concorrentes – alguma vez pensou ter um smartwatch Samsung a interagir com um iPhone da Apple? E as comunicações não ficam atrás, como já se pode ver hoje com as ofertas dos principais operadores portugueses de “quadruple” e “quintuple play”.

Estamos a ver a Terceira Plataforma assente na Mobilidade, na Computação Cloud, no Big Data e no Social Business, a representar mais de 20 por cento do mercado tecnológico e a progredir rapidamente. O IDC indica que duplicará até 2020, mas acredito que venha a ser um processo mais célere, mesmo em Portugal, com o retomar, por exemplo, da digitalização e da multiplataforma da administração pública para com os cidadãos.

Repare-se que até em áreas tão interessantes e únicas da tecnologia vemos contributos para este “device mesh”, como é o caso dos equipamentos multifuncionais de impressão, que gerem hoje um tráfego infindável de documentos e serão ainda mais “inteligentes” ou, num plano mais futurista mas próximo, a impressão 3D, cada vez mais real nas atenções das empresas (a HP, um dos maiores players mundiais do setor acaba de apresentar a sua oferta neste campo!).

O maior desafio está em saber escolher a tecnologia mais apropriada para a realidade da sua empresa hoje e amanhã, com vista ao aumento da produtividade e melhorias na competitividade. Felizmente, ao mesmo ritmo que evoluem os dispositivos também evoluem as consultoras que podem prestar auxílio e que estão à distância de uma rápida pesquisa num qualquer browser e num equipamento que tenha consigo neste momento.

Se ainda tem dúvidas que 2016 é o ano do “device mesh”, que está a mudar a forma como vive hoje, pessoal e profissionalmente, observe nos sítios públicos a que vai hoje em dia a quantidade de equipamentos que cada um de nós tem consigo. Pode até nem precisar de sair do escritório, bastando olhar para o seu colega do lado…

Author

Laurentina Gomes
Laurentina Gomes

Administradora do Grupo Liscic/Listopsis

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