Estudo revela o que os profissionais das TI pedem este Natal


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Ao longo de 2015, os processos de recrutamento da Michael Page na área das Tecnologias de Informação espelham as actuais preocupações e aspirações dos profissionais, cada vez mais além das condições salariais.

O Barómetro IT da Michael Page revela uma visível alteração do mindset dos profissionais no mercado nacional das Tecnologias de Informação. Para 2016, os profissionais portugueses das TI têm como principais aspirações a evolução da carreira, aliada ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. É isto que estará nas suas mentes e será, sem dúvida, um dos desejos a marcar a época natalícia.

No conjunto de processos de recrutamento realizados desde o início do presente ano, constituído por profissionais desde os 25 aos 45 anos (nas faixas etárias dos 25-35 anos, 21,1%; 36-40 anos, 33,5%; 41-45 anos, 26,1%; mais 45 anos, 19,3%), o acesso a formação contínua, oportunidade para integrar novos desafios e a transparência financeira estão entre as suas principais preocupações.

A quase totalidade dos profissionais inquiridos espera, por parte da entidade empregadora, acesso a formação e ajuda para desenvolver competências (95,6%), a sua integração em desafios interessantes – como tecnologias ou novos projectos (97,8%) e o acesso a ferramentas de trabalho eficientes (96,4%). Mesmo com uma elevada carga de trabalho, o bom ambiente na empresa é também muito importante para a motivação dos profissionais de TI, sendo apontado por 97,8%.

Contudo, os principais aspectos referidos denotam o crescimento do papel de liderança destes profissionais na progressão da sua própria carreira. 94,9% afirma exigir a transparência sobre questões financeiras por parte da entidade empregadora e 96,4% exige um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Tatiana Leitão da Silva, Consultora da Michael Page Information Technology corrobora: “Uma das grandes tendências atuais e com propensão a aumentar é o trabalho remoto, a partir da residência ou outro local em qualquer horário, a mobilidade total. O número de candidatos com preferência por oportunidades em que o trabalho remoto seja uma possibilidade tem aumentado, sobretudo em perfis que têm residência fora dos grandes centros populacionais, havendo deslocações esporádicas quando necessário à empresa. Sendo que também cada vez mais as empresas permitem e dão essa liberdade aos colaboradores”.

O desejo de evolução de carreira, mas também de valorização pessoal, conduz ainda ao interesse no reconhecimento concreto do seu trabalho e das suas competências: apenas 64,3% sente que o seu trabalho é reconhecido e, deste grupo, 39,7% afirma apenas receber reconhecimento verbal por parte de chefias. Resumindo, 1 em cada 3 profissionais afirma não sentir o seu valor reconhecido.

Quando procuram novos projectos, a aceitação de uma proposta de emprego é influenciada por diversas variáveis. No entanto, oferta salarial, definição e responsabilidades das funções e evolução na carreira são ainda os factores que assumem maior peso no momento de decisão. O valor salarial foi indicado por 69,8% dos inquiridos, a responsabilidade das funções por 59,3% e a evolução na carreira por 58,2%. Seguindo o acesso a formação e desenvolvimento de competências (34,9%), encontra-se a imagem/reputação da empresa (18,2%) e a sua dimensão (16%).

Do total de inquiridos, 44,7% aufere entre 35 e 55 mil Euros brutos por ano e 25,8% recebe mais de 55 mil Euros. Consultoria (26,9%), Banca/Seguros (17,1%) e Indústria (16,4%) são os setores que mais procuram profissionais especializados em Tecnologias da Informação.

A área das TI continua a ser uma das mais promissoras em Portugal. 87,3% dos inquiridos diz estar confiante na evolução positiva do mercado de trabalho e 61,7% diz sentir-se profissionalmente motivado.

Author

Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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