Blue Coat publica relatório 2016 sobre segurança nas redes sociais


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A Blue Coat tornou público os resultados de um estudo realizado pelo YouGov, em que participaram 3.130 colaboradores de empresas na Alemanha, França e Reino Unido. O estudo sugere que as organizações continuam expostas a um crescente número de sofisticados ciberataques escondidos na engenharia social, alimentados graças à informação pessoal e profissional fornecida nas redes sociais e utilizada para introduzir nas redes de ameaças avançadas.

Apesar do aumento da utilização das aplicações nas redes sociais, tanto dentro como fora do mundo profissional, o estudo revela como os trabalhadores continuam sem se proteger adequadamente perante complexas técnicas de engenharia social como o phishing, uma forma de fraude na qual os piratas informáticos simulam ser uma organização ou um indivíduo para enganar os utilizadores que façam clique ou fazem download de programas malignos, e assim conseguirem obter informação sensível como credenciais de acesso ou passwords.

O comportamento dos utilizadores não melhorou no último ano, e em alguns casos, piorou ainda mais. Embora em certas áreas ou departamentos possa ser vista uma melhor compreensão das redes sociais, outros fornecem aos piratas informáticos atuais numerosas oportunidades para serem utilizadas. Entre as principais conclusões do estudo, podemos citar:

Os Maus hábitos persistem

• Em 2016, 42% dos inquiridos afirmaram que só aceitam pedidos de amizade nas redes sociais de pessoas previamente conhecidas, o que representa um ligeiro decréscimo face aos 43% de 2015, logo estão mais dispostos a aceitar pedidos de estranhos.

• A privacidade e a configuração para o acesso à informação continuam a ser um problema, com apenas 40% dos participantes a reconhecerem que em 2016 configuraram as suas contas para permitir que apenas determinadas pessoas possam ver os seus perfis. Valor idêntico ao de 2015.

• Quando se conectam com outras pessoas, 41% dos participantes de 2016 reconhecem que comprovam as identidades daqueles que lhe solicitam acesso, uma pequena melhoria frente ao 38% de 2015.

Todas as gerações têm problemas de segurança

• Colaboradores com idades entre 18 e os 24 anos estão em 2016 menos dispostos a configurar a sua privacidade (49%) que em 2015 (60%). São também em 2016 o grupo de idades menos predisposto a comprovar as identidades daqueles que querem conectar-se com eles (53%) comparando com 2015 (57%). Porém, apesar desta diminuição, esta geração continua a ser um grupo de idade que se preocupa em fazê-lo.

• Funcionários com idades entre os 45 e os 54 anos melhoraram em 2016, com 37% sempre a comprovar as identidades das pessoas antes de aceitar, frente aos 32% de 2015. Para os colaboradores com idade superior aos 55 anos, 2016 foi de 40% frente aos 30% de 2015. Apesar destas melhorias, os valores mostram que os empregados com idades superiores a 45 anos formam o grupo consideravelmente menos vigilante.

• Em 2016, a geração milénio (idades compreendidas entre 18 e 24 anos) tiveram os piores comportamentos relativamente ao controlo e utilização das passwords, com 14% a utilizar a mesma password em todas as aplicações, quase o dobro da população no conjunto (8%).

• 36% dos funcionários utilizam uma password diferente para cada rede social e aplicação de mensagens.
Os alemães são os colaboradores mais inclinados para utilizar aplicações codificadas

• Apenas 12% dos participantes preferem utilizar unicamente aquelas aplicações que codificam por defeito, como o WhatsApp ou o Facebook Messenger.

• Os alemães (com 21%) são os mais dispostos a utilizar aplicações codificadas, em comparação com 10% dos britânicos e 5% dos franceses.

Ainda há muito a ser feito em todos os sectores e profissões, e também em TI

• Os profissionais do sector financeiro mostram uma maior disponibilidade para contactar com desconhecidos. Apenas 37% afirmam que aceitam unicamente pedidos de pessoas já suas conhecidas, seguidos pelos Recursos Humanos (40%) e Saúde (41%),

• No momento de utilizar diferentes passwords em todas as aplicações, de uma forma surpreendente os profissionais de TI (39%) não estão muito longe dos seus demais colegas, que supostamente estão menos informados e, como tal, têm menos consciência dos riscos, estão ligeiramente acima do sector da Saúde (36%), Vendas (35%) e Financeiro (32%), mas estão muito abaixo de sector dos RH (43%).

• Os profissionais das TI contam com um maior conhecimento sobre a utilização das aplicações codificadas (16%), mas os profissionais do sector da Saúde estão muito próximos alcançando 10%.

• Os profissionais das TI são também os que mais se preocupam em comprovar a identidades dos contactos (51%), frente aos 45% dos Recursos Humanos, 43% Saúde e 34% dos profissionais do sector financeiro.

• Apenas 33% dos profissionais de RH configuraram a sua privacidade nos seus perfis, frente aos 47% dos das TI e os 45% do sector da saúde, dois sectores mais cuidadosos.

Author

Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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