Amnésia digital estimula criatividade, diz estudo da Kaspersky Lab


shadow
Partilhe esta notícia...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on PinterestEmail this to someone

A Amnésia Digital, que se traduz na perda de memória acerca da informação após esta ser guardada em dispositivos digitais, não tem só desvantagens e um dos principais benefícios é o impacto positivo que tem na criatividade, algo especialmente importante no mundo empresarial, onde a sobrecarga de dados reduz a capacidade de criar novas ideias e pensar de forma criativa. Um estudo realizado pela Kaspersky Lab confirma que o uso de smartphones, tablets e portáteis para armazenar as memórias do quotidiano pode ajudar o utilizador a ter mais inspiração.

Quase metade dos profissionais inquiridos (46%) assegura que quantos mais detalhes têm que memorizar, menos criativos se tornam. No entanto, 73% consideram que merece a pena manter todos esses detalhes na mente porque contêm os pilares para uma futura criatividade. Muitos profissionais resolvem esta aparente contradição usando os seus dispositivos como uma memória externa complementar de longo prazo.

Ángel Fernández Ramos, do Grupo de Investigação em Memória e Cognição da Universidade de Salamanca assegura que “investigações recentes em neurociência cognitiva concluem que, depositar conteúdos em dispositivos externos, libertam-se recursos mentais que facilitam a realização das tarefas cognitivas. Por exemplo, o simples facto de podermos deixar num disco rígido a informação que acabámos de estudar faz com que processemos e recordemos melhor a informação que estudamos a seguir. Este tipo de estratégia é claramente optimizadora da utilização dos recursos mentais já que, ao reduzir a interferência causada pelo que acabámos de processar, permite libertar recursos para a tarefa que vem depois”.

Neste sentido, a Amnésia Digital permite aos profissionais nas empresas libertar espaço mental para aumentar a criatividade, ao mesmo tempo que lhes permite desenvolver um banco externo e digital de dados que impulsione a inspiração futura. Dois terços dos inquiridos neste estudo (63%) afirmam que muitas das suas melhores ideias surgiram depois de descobrirem informação esquecida e que estava guardada nos seus dispositivos.

Segundo Fernández, “as investigações também demonstraram que esta libertação de recursos provocada pelo afastamento de algo da mente está condicionada a que se garanta o acesso rápido e fiável ao que se envia para armazenamento. Porque quando se sabe que a integridade desse conteúdo guardado está em perigo (por exemplo, porque foi guardado num disco com defeito) a interferência mantêm-se e, consequentemente, não se consegue otimizar o funcionamento mental. O que estas conclusões revelam é um padrão de comportamento muito adaptativo, muito adequado a um mundo que se caracteriza pela necessidade de responder com a máxima eficácia ao que é novo, mas que ao mesmo tempo precisa de contar, rápida e fiavelmente, com a experiência do passado”.

De acordo com 69% dos inquiridos, um benefício adicional da Amnésia Digital no Trabalho é que a inteligência armazenada digitalmente pode ser facilmente partilhada e de forma precisa com outros, contribuindo assim para melhorar a reflexão colaborativa. Isto é o que impulsiona a inovação empresarial, convertendo as ideias criativas em novas ideias ou contribuindo para o melhoramento de produtos e serviços.

“A transferência de alguns dos seus processos de pensamento para um dispositivo é uma solução óbvia no mundo conectado em que vivemos. A informação guardada nestes dispositivos, quer seja informação profissional ou elementos cruciais de inovação atual e futura, representa um alvo apetecível e cada vez mais valioso para os concorrentes ou para os cibercriminosos. Uma solução multicamada de cibersegurança é, assim, essencial para manter essas grandes ideias a salvo de terceiros e dentro das empresas a que pertencem”, defende Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia.

Author

Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *