Estudo Samsung conclui que 70% dos portugueses inquiridos admite fingir saber o significado dos termos tecnológicos mais recentes


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Não existem dúvidas de que a tecnologia nos consegue entusiasmar com experiências únicas – realidade virtual, carros sem condutor, electrodomésticos “smart” – no entanto, com o ritmo da inovação a aumentar, a nova pesquisa feita para a Samsung vem demonstrar que os europeus estão a achar difícil manterem-se a par das mudanças no jargão tecnológico. Esta nova pesquisa realizada, chamada “Tech Habits”, permite concluir que o entusiasmo à volta da tecnologia aumenta, mas que a indústria enfrenta o risco de deixar os seus consumidores para trás devido à terminologia complexa.

Os europeus estão a adotar a tecnologia como nunca, com 52% das pessoas inquiridas a afirmar que usam mais tecnologia hoje do que há dois anos e com 13% a admitir que já não consegue viver sem tecnologia. Mais de metade das 10 mil pessoas inquiridas a nível europeu ficam entusiasmadas com as mais recentes inovações tecnológicas, tais como a “Cloud” ou a “Internet of Things”, mas quase três quartos (72%) admitem que, por vezes, fingem saber o significado dos termos utilizados.

No caso português, 61% dos inquiridos usa mais tecnologia em comparação com o que fazia há dois anos, sendo que 15% afirma que já não consegue viver sem tecnologia. Mais de três quartos dos portugueses abrangidos no estudo sentem-se entusiasmados com as últimas inovações (77%) e 70% admite que, por vezes, finge saber o significado do jargão tecnológico que ouve.

O estudo “Tech Habits” (hábitos tecnológicos) foi feito a mais de 10 mil cidadãos europeus de 18 países – incluindo Portugal – para pesquisar se houve mudanças ao nível dos hábitos e conhecimento tecnológico. Como resposta aos resultados do estudo, a Samsung criou o glossário “Tecnologia para Todos” que explica o significado dos termos tecnológicos mais recentes.

A Samsung Electrónica Portuguesa desenvolveu, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e com a Universidade de Évora, o projecto de salas de aula Samsung, em três agrupamentos de escolas nos distritos do Alentejo.

Equiparam-se sete salas de aula com tecnologia Samsung, promovendo os benefícios da aprendizagem através das novas tecnologias, bem como de novos métodos e abordagens pedagógicas, num projecto que vai já no segundo ano de funcionamento. A Universidade de Évora, que acompanha de perto os alunos e avalia a iniciativa, identificou melhorias significativas na auto-aprendizagem e na capacidade de trabalhar em grupo, bem como na análise crítica de informação.

Para além das salas de aula, a Samsung criou outro projecto em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) – o Tech Institute. Esta iniciativa consiste num laboratório onde formandos de cinco Centros de Formação recebem formação sobre produtos e conteúdos técnicos Samsung na área dos smartphones e das Smart TVs.

Desta forma, os formandos ficam dotados de competências técnicas numa área que carece de formação técnica em Portugal, com vista a aumentar o número de oportunidades de emprego. Actualmente, a Samsung Electrónica Portuguesa e o IEFP têm em funcionamento os Tech Institute de Lisboa, no CINEL, e os do Porto, Aveiro, Santarém e Faro, dentro de Centros do próprio IEFP.

A nível europeu a Samsung Electronics já equipou 600 Smart Schools e 48 Tech Institutes, envolvendo mais de 100 mil jovens; o objectivo é chegar directamente a cerca de 400.000 jovens em toda a Europa, até 2020.

Ser-se geek não é moda, é Vintage

Contrariamente ao que seria de esperar são as gerações mais velhas que demonstram maior conforto com a tecnologia por si utilizada, versus a geração Millenial. De acordo com o estudo da Samsung, 41% dos portugueses inquiridos com mais de 55 anos nunca sentiram a necessidade de mentir sobre o conhecimento de termos tecnológicos, contrastando com os 26% dos Millennials inquiridos. Comparando com a média europeia pode afirmar-se que Portugal é um país com melhor conhecimento tecnológico sendo que apenas 34% dos europeus inquiridos com mais de 55 anos nunca fingiram conhecer termos tecnológicos versus os 24% da geração Millenial europeia inquirida.

Streaming? Isso come-se?

Graças às diversas plataformas digitais de reprodução de música e vídeo, a tecnologia de streaming está já democratizada. No entanto, para o consumidor português, este facto não é assim tão óbvio – 20% declara ter fingido saber mais sobre streaming do que realmente conhece.

Relativamente à média europeia 16% dos europeus abrangidos no estudo já fingiu saber o significado de streaming. A Bulgária apresenta 32% de desconhecimento, seguida de perto pela Polónia, com 27%.

Nós é mais Tablets

Analisando os dados, Portugal sobressai como um país onde o Tablet é um equipamento valorizado – apenas 2% dos inquiridos tiveram que fingir que sabiam o que era, o valor mais baixo da Europa, que conta com 7% de média de desconhecimento.

Mas não é apenas nos Tablets que os portugueses se destacam – apresentam também a percentagem mais baixa de desconhecimento relativamente às expressões Bluetooth (4% vs 10% média europeia), Wi-Fi (4% vs 10% média europeia) e Smart Devices (5% vs 9% média europeia). Tudo elementos que demonstram a facilidade com que o consumidor nacional adopta tecnologias móveis, justificando mais uma vez a apetência pelos Tablets.

Os portugueses sabem distinguir o Bit do Byte?

Estar no seio de uma conversa mais tecnológica e parecer o “patinho feio” da mesma é um sentimento bastante desagradável. Que o digam a Bulgária e a Roménia, onde 29% dos inquiridos afirma ter fingido conhecer termos tecnológicos para não parecer ignorante junto dos seus pares. Portugal não fica atrás, com 25% dos inquiridos a procederem da mesma forma.

Apps mais úteis

O estudo também procurou investigar as aplicações que os europeus consideram mais úteis. Neste ranking, as apps (aplicações) de mapas revelam ser aquelas que os inquiridos sentem ter o maior impacto nas suas vidas diárias, tornando-lhes a vida mais fácil – mais precisamente, 66%. Seguem-se as apps de previsão meteorológica (56%) e as câmaras de telefone (51%).

No caso português, as aplicações de mapas também ficam no primeiro lugar com 28% da população inquirida a afirmar que são as mais úteis; em segundo e terceiro lugar ficam as apps para a câmara do telefone (15%) e as aplicações de tradução (14%).

DICIONÁRIO “TECNOLOGIA PARA TODOS”: Top 3 dos termos tecnológicos mais incompreendidos na Europa
#1 – A Cloud: Através de uma ligação à internet, é possível aceder aos seus ficheiros pessoais e profissionais a partir de qualquer dispositivo – Smartphone, Tablet ou Computador –, não sendo necessário ocupar memória interna do seu equipamento.
#2 – O Streaming: serviço de transmissão de áudio e/ou vídeo em tempo real, acessível através de uma ligação à internet.
#3 – A Internet das Coisas: conjunto de equipamentos – smartphones, frigoríficos e até máquinas de lavar – ligados através de WIFI (rede sem fios) que trabalham em conjunto para ajudar a tornar a sua utilização mais conveniente para o consumidor.

Author

Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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