Microsoft Portugal cria Do IT Girls! e prova que as carreiras nas TI não têm sexo


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A Microsoft Portugal realiza hoje o Do IT, Girls, um evento dirigido a estudantes universitárias para provar que as carreiras no setor das Tecnologias de Informação não têm género. O objetivo é contribuir para contrariar a tendência identificada pelo Fórum Económico Mundial, que estima que a diferença de género nas carreiras não acabará antes de 2133. E também para ajudar a resolver um problema que se coloca às empresas de setor que tentam atrair e reter talentos: o decréscimo de mulheres nas áreas tecnológicas reduz o número de profissionais qualificados, numa altura em que a procura por pessoas com competências está a aumentar.

No Do IT, Girls! mais de 200 estudantes universitárias terão contacto com a indústria tecnológica e podem inspirar-se nos exemplos de mulheres com carreiras de sucesso no setor, aprender a gerir a sua carreira nos workshops e sessões de speed dating com mentores da Microsoft Portugal e darem a conhecer-se para possível recrutamento para a multinacional. Para a Microsoft Portugal e outras empresas do setor, o desafio é mostrar a estas estudantes universitárias como as funções técnicas e também as funções ligadas à gestão, recursos humanos ou financeiras nas empresas de TI podem ser apelativas e sem género. Pretende-se inverter assim um problema que começa na universidade: o número reduzido de mulheres que frequenta os cursos de engenharia, que é insuficiente para responder às necessidades do mercado.

Para Vânia Neto, diretora para a área da Educação, Cidadania e Responsabilidade Social na Microsoft Portugal, “numa época em que a procura por profissionais qualificados nesta área tem aumentado, o número reduzido de mulheres a optar pelo setor tecnológico tem limitado a existência de profissionais qualificados nesta área. Neste sentido, a Microsoft tem reforçado o seu compromisso para com a diversidade e a inclusão ao desenvolver um conjunto de iniciativas que visam despertar o interesse das jovens estudantes pela tecnologia”.

De acordo com o Eurostat, em 2014 o número de profissionais no setor das tecnologias de informação e comunicação em Portugal ascendeu aos 111.300, número que em 2011 se limitava aos 66 mil. Contudo e apesar deste crescimento, as mulheres continuam a resistir a este setor, já que 86,4% dos trabalhadores nesta área são homens. No universo dos 28 Estados-membro da União Europeia, Portugal assume a quarta posição no que diz respeito ao país que menos mulheres emprega nesta área. A Comissão Europeia estima ainda que em 2020 existam 825 mil vagas por preencher no setor das TI, essencialmente porque o desenvolvimento de competências não está a surgir de forma tão célere como o progresso tecnológico.

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Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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