Marcas clássicas vs tecnológicas: quem deve conceber o automóvel do futuro?


shadow
Partilhe esta notícia...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on PinterestEmail this to someone

No duelo que irá opor as grandes empresas tecnológicas aos construtores de automóveis tradicionais, os segundos conservam uma verdadeira legitimidade. Na sua maioria, os automobilistas portugueses consideram que os construtores de automóveis são quem deve conceber e propor uma viatura conectada (69%). Os especialistas de TI surgem em segunda posição, com 57% dos portugueses a atribuírem-lhes a sua confiança, à frente dos fornecedores de equipamentos automóveis (33%).

Os gestores de infraestruturas de transportes (estradas, estacionamentos, estações de carregamento de veículos elétricos) (19%), os distribuidores/reparadores que estão regularmente em contacto com os clientes automobilistas (17%) e as empresas de telefones e de telecomunicações (14%) fazem também parte desta lista.

Tal como os portugueses, a generalidade dos automobilistas dos 15 países analisados pelo Observador Cetelem consideram que as marcas clássicas possuem mais legitimidade para fazer progredir o automóvel. Em média, 62% dos automobilistas atribuem-lhes a sua preferência na construção da viatura conectada, enquanto os especialistas de informação recolhem 46% das opiniões, seguidos pelos fornecedores de equipamentos automóveis (36%).

Mas em determinados países a competição entre construtores tradicionais e gigantes técnicos arrisca ser muito renhida. É o caso do Brasil e do México, onde os consumidores são quase tão numerosos a colocar a sua confiança nas grandes empresas de TI como nas marcas clássicas. A China chega mesmo a reconhecer mais crédito aos intervenientes do digital (63%) do que aos construtores de automóveis (53%).

«A maioria dos automobilistas está ainda muito ligada às marcas clássicas, mesmo nos países sem tradição na construção automóvel, como é o caso de Portugal. É incontornável que os construtores tradicionais têm trunfos sérios para enfrentar as grandes empresas tecnológicas neste duelo: possuem savoir-faire, experiência e já começaram a reagir e acelerar na implementação de estratégias que lhes permitam responder a esta nova realidade», explica Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

As análises económicas e de marketing, bem como as previsões foram efetuadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos de campo ao consumidor foram conduzidos pela TNS Sofres, durante o mês de julho de 2015, em quinze países (África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia). No total, foram questionados mais de 8.500 proprietários de ma viatura adquirida nos últimos cinco anos.

Author

Patricia Fonseca
Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *